09 outubro 2008

O zelador da fonte



Conta uma lenda austríaca que em determinado povoado havia um pacato habitante da floresta que foi contratado pelo conselho municipal para cuidar das piscinas que guarneciam a fonte de água da comunidade.

O cavalheiro com silenciosa regularidade, inspeccionava as colinas, retirava folhas e galhos secos, limpava o limo que poderia contaminar o fluxo da corrente de água fresca.

Ninguém lhe observava as longas horas de caminhada ao redor das colinas, nem o esforço com a retirada de entulhos.

Aos poucos, o povoado começou a atrair turistas.

Cisnes graciosos passaram a nadar pela água cristalina. Rodas d´água de várias empresas da região começaram a girar dia e noite. As plantações eram naturalmente irrigadas, a paisagem vista dos restaurantes era de uma beleza extraordinária.

Os anos foram passando. Certo dia, o conselho da cidade reuniu-se como fazia semestralmente. Um dos membros do conselho resolveu inspeccionar o orçamento e colocou os olhos no salário pago ao zelador da fonte.

De imediato, alertou aos demais e fez um longo discurso a respeito de como aquele velho estava sendo pago há anos, pela cidade. E para quê? O que é que ele fazia afinal? Era um estranho guarda da reserva florestal, sem utilidade alguma. Seu discurso a todos convenceu. O conselho municipal dispensou o trabalho do zelador.

Nas semanas seguintes, nada de novo. Mas no Outono, as árvores começaram a perder as folhas. Pequenos galhos caíam nas piscinas formadas pelas nascentes.

Certa tarde, alguém notou uma coloração meio amarelada na fonte. Dois dias depois a água estava escura. Mais uma semana e uma película de lodo cobria toda a superfície ao longo das margens.
O mau cheiro começou a ser exalado.

Os cisnes emigraram para outras bandas. As rodas d´água começaram a girar lentamente e depois pararam. Os turistas abandonaram o local. A enfermidade chegou ao povoado.

O conselho municipal tornou a reunir-se, em sessão extraordinária e reconheceu o erro grosseiro cometido.

De imediato, tratou de contratar novamente o zelador da fonte.

Algumas semanas depois, as águas do autêntico rio da vida começaram a clarear.

As rodas d´água voltaram a funcionar. Os cisnes voltaram e a vida foi retomando o seu curso.

Assim como o conselho municipal da pequena cidade, somos muitos de nós que não consideramos determinados servidores.

Aqueles que se desdobram todos os dias para que o pão chegue à nossa mesa, o mercado tenha as prateleiras abarrotadas. Que os corredores do hospital e da escola se mantenham limpos. Há quem limpe as ruas, recolha o lixo, dirija o autocarro, abra os portões da empresa. Servidores anônimos. Quase sempre passamos por eles sem vê-los.

Mas sem seu trabalho, o nosso não poderia ser realizado ou a vida seria inviável.

O mundo é uma gigantesca empresa, onde cada um tem uma tarefa específica, mas indispensável. Se alguém não executar o seu papel, o todo perecerá.

Dependemos uns dos outros. Para viver, para trabalhar, para sermos felizes!

Vale a pena reflectir sobre isto!

08 outubro 2008

O tesouro de Bresa...



Houve outrora, na Babilónia, um pobre e modesto alfaiate chamado Enedim, homem inteligente e trabalhador, que não perdia a esperança de vir a ser riquíssimo. Como e onde, no entanto, encontrar um tesouro fabuloso e tornar-se assim, rico e poderoso?

Um dia, parou na porta de sua humilde casa, um velho mercador da fenícia, que vendia uma infinidade de objectos extravagantes. Por curiosidade, Enedim começou a examinar as bugigangas oferecidas, quando descobriu entre elas, uma espécie de livro de muitas folhas, onde se viam caracteres estranhos e desconhecidos.

Era uma preciosidade aquele livro, afirmava o mercador, e custava apenas três dinares. Era muito dinheiro para o pobre alfaiate, razão pela qual o mercador concordou em vender-lhe o livro por apenas dois dinares.

Logo que ficou sozinho, Enedim tratou de examinar sem demora, o bem que havia adquirido. Qual não foi a sua surpresa quando conseguiu decifrar, na primeira página, a seguinte legenda: "o segredo do tesouro de Bresa."

Que tesouro seria esse?

Enedim recordava vagamente de já ter ouvido qualquer referência a ele, mas não se lembrava onde, nem quando.

Mais adiante decifrou: "o tesouro de Bresa, enterrado pelo génio do mesmo nome entre as montanhas do Harbatol, foi ali esquecido, e ali se acha ainda, até que algum homem esforçado venha encontrá-lo."

Muito interessado, o esforçado tecelão dispôs-se a decifrar todas as páginas daquele livro, para apoderar-se de tão fabuloso tesouro.

Mas, as primeiras páginas eram escritas em caracteres de vários povos, o que fez com que Enedim estudasse os hieróglifos egípcios, a língua dos gregos, os dialectos persas e o idioma dos judeus.

Em função disso, ao final de três anos Enedim deixava a profissão de alfaiate e passava a ser o intérprete do rei, pois não havia na região ninguém que soubesse tantos idiomas estrangeiros.

Passou a ganhar muito mais e a viver numa confortável casa.

Continuando a ler o livro encontrou várias páginas cheias de cálculos, números e figuras. Para entender o que lia, estudou matemática com os calculistas da cidade e, em pouco tempo, tornou-se grande conhecedor das transformações aritméticas.

Graças aos novos conhecimentos, calculou, desenhou e construiu uma grande ponte sobre o rio Eufrates, o que fez com que o rei o nomeasse prefeito.

Ainda por força da leitura do livro, Enedim estudou profundamente as leis e princípios religiosos de seu país, sendo nomeado primeiro-ministro daquele reino, em decorrência de seu vasto conhecimento.

Passou a viver num sumptuoso palácio e recebia visitas dos príncipes mais ricos e poderosos do mundo.

Graças ao seu trabalho e ao seu conhecimento, o reino progrediu rapidamente, trazendo riquezas e alegria para todo o seu povo. No entanto, ainda não conhecia o segredo de Bresa, apesar de ter lido e relido todas as páginas do livro.

Certa vez, teve a oportunidade de questionar um venerado sacerdote a respeito daquele mistério, que sorrindo esclareceu:

"O tesouro de Bresa já está em seu poder, pois graças ao livro você adquiriu grande saber, que lhe proporcionou os invejáveis bens que possui. Afinal, Bresa significa saber e Harbatol quer dizer trabalho."




Com estudo e trabalho pode o homem conquistar tesouros inimagináveis. O tesouro de Bresa é o saber, que qualquer homem esforçado pode alcançar, por meio dos bons livros, que possibilitam "tesouros encantados" àqueles que se dedicam aos estudos com amor e tenacidade.

07 outubro 2008

Vidas sem rumo



Era um sábado de sol e uma família aproveitava o início do verão para fazer um passeio diferente.

Informados de que uma ilha, situada a meia hora de barco do litoral, era um lugar agradável e belo, para passarem o dia não hesitaram.
O pai comprou as passagens de barco, a mãe arrumou as crianças e chamou a avó para compartilhar do passeio. Nas mãos, uma mochila com alguns apetrechos de praia para garantir um dia tranquilo. E só.

Não se informaram sobre o que realmente encontrariam, nem sobre o que deveriam levar para passar o dia. Não se inteiraram também sobre o que havia para ser visto e se tinha algum tipo de guia no local para facilitar-lhes o passeio.

Quando desembarcaram não olharam para os demais passageiros, para onde iriam, ou que rumo tomariam.

Discutiam entre si para decidir o que fariam e, por fim, acabaram tomando uma trilha, dentre as muitas que havia, e caminharam muito, sem saber sequer para onde se dirigiam.

Passaram por pequeninas vilas, cruzaram riachos e pontes, até alcançar uma praia pequena, sem movimento e sem grandes atractivos.

Os mosquitos e o sol inclemente tornaram o passeio ainda mais difícil.

A ausência de um local apropriado para o almoço, para um descanso, também foi motivo de discussão entre os membros da família.

Horas depois de terem desembarcado, o único desejo de todos era retornar ao barco e voltar o mais rápido possível para casa. Não conseguiam conceber como alguém poderia ter, em sã consciência, recomendado um programa como aquele.

Quando, enfim, conseguiram encontrar o caminho de volta e localizaram o cais onde haviam desembarcado, puderam sentar-se à sombra e comprar água fresca para beber.

Todos cansados e irritados, começaram a perceber as pessoas em volta e notaram os comentários que faziam a respeito da ilha.

Uns falavam ter adorado a vista do morro onde ficava o farol. Mas de que farol falavam?

Outros diziam que a fortaleza construída há mais de duzentos anos era um espectáculo à parte. Fortaleza? Onde era a fortaleza?

Falavam também de praias de águas mansas e transparentes onde as crianças podiam brincar sossegadas. Onde afinal ficavam tais praias?

Quando a família se alojou no barco que a levaria de volta ao continente, pai, mãe, avó e filhos se entreolharam e deram-se conta de que haviam desperdiçado o dia.

Perceberam que por falta de planeamento, de diálogo e de cuidado, deixaram de conhecer as belezas daquele lugar, e que haviam sofrido desnecessariamente.

Esboçaram um sorriso sem graça e voltaram para casa em silêncio, pensativos e desapontados. ......................................



Muitos de nós também passamos pela vida assim. Vivemos por viver, sem saber ao certo o que fazer dessa oportunidade abençoada.

Não planejamos nossas condutas e repetimos mil vezes os mesmos erros, insistindo em antigos vícios.

Não sabemos o que queremos alcançar, quem queremos ser, e assim desperdiçamos horas, dias, anos...

Desperdiçamos a vida.

Quem não sabe aonde pretende ir não chega a lugar algum. Corre o risco de andar em círculos ou, ainda, de acabar sofrendo riscos e dores desnecessárias.

Planejemos, no presente, o nosso futuro.

Tracemos rumos seguros para nossa vida.

06 outubro 2008

O raio de luz




Todas as noites antes de fazer os filhos adormecerem, um pai muito carinhoso conversava com eles, enquanto afagava-lhes os cabelos anelados.

Diariamente escolhia um assunto que encontrava no evangelho, ou em algum acontecimento do quotidiano.

Naquela noite sem luar, quando as nuvens encobriam as estrelas, ele arranjou uma forma diferente de chamar a atenção das crianças.

Colocou-as no sofá da sala e disse-lhes que não se assustassem com a escuridão, porque apagaria todas as luzes da casa, de propósito. E assim o fez.

Deixou a casa às escuras e sentou-se no meio dos filhos que o aguardavam apreensivos. Perguntou-lhes o que eles eram capazes de ver em meio àquele breu. O menininho mais velho comentou que conseguia distinguir os contornos da cadeira que estava à sua frente, mas que não conseguia saber ao certo qual objecto produzia a sombra que se apresentava um pouco mais adiante.

O pai, aproveitando a oportunidade esclareceu:
- "nossos olhos acostumam-se com a ausência de luz e acabam conseguindo, com algum esforço, distinguir alguns objectos. Porém, não é possível notar tudo quando a luz nos falta. Alguns contornos podem enganar nossos sentidos. Muitos detalhes passam despercebidos. As cores deixam de ser perceptíveis. A ausência de luz dificulta nosso caminhar, porque não conseguimos notar com segurança para aonde estamos indo."

Nesse momento, ele acendeu uma vela que trazia consigo. As crianças exultaram diante da claridade que se fez na sala. "
Vejam!" - convidou o pai - "percebam como tudo parece diferente na presença da luz.
As sombras já não mais nos confundem. Agora as formas assumem contornos mais exactos.
Como é mais fácil buscar um caminho, quando há luz a mostrar a direcção correcta."

Encantadas com a singela, porém, inesquecível descoberta, as crianças concordaram com o pai, enquanto o cobriam de carinhos antes de serem levados para a cama.
A maior glória da alma que deseja participar na obra de Deus será transformar-se em luz na estrada de alguém.



Projectemos alegrias fomentadoras de vida naqueles que se encontram combalidos pela tristeza e pelo desalento. Sejamos também um raio de luz, espraiando brilho e calor, beleza e harmonia, em todos os momentos, iluminando assim, também, nossos próprios caminhos.

05 outubro 2008

Auxílio mútuo




Numa zona montanhosa, através da região deserta, caminhavam dois velhos amigos, ambos enfermos, cada qual a defender-se quanto possível contra os golpes do ar gelado, quando foram surpreendidos por uma criança semimorta na estrada, ao sabor da ventania de Inverno.

Um deles fixou o singular achado e exclamou, irritado:
- Não perderei tempo! A hora exige cuidado para comigo mesmo. Sigamos em frente.
O outro porém, mais piedoso, considerou:
- Amigo, salvemos o pequenino. É nosso irmão em humanidade.
- Não posso - disse o companheiro endurecido. Sinto-me cansado e doente. Este desconhecido seria um peso insuportável. Temos frio e tempestade. Precisamos chegar à aldeia próxima o mais depressa possível. E avançou em largas passadas.

O viajante de bom sentimento, contudo, inclinou-se para o menino estendido, demorou-se alguns minutos colando-o paternalmente ao seu peito, e aconchegando-o ainda mais, marchou, embora menos rápido.
A chuva gelada caiu metódica pela noite dentro, mas ele amparando o valioso fardo, depois de muito tempo, atingiu a hospedaria do povoado que buscava.

Com enorme surpresa porém, não encontrou o colega que havia seguido na sua frente. Somente no dia seguinte, depois de minuciosa procura, foi o infeliz viajante encontrado sem vida numa vala do caminho alagado.

Seguindo a pressa e só, com a ideia egoísta de preservar-se, não resistiu à onda de frio que se fizera violenta, e tombou encharcado, sem recursos com que pudesse fazer face ao congelamento.

Enquanto que o companheiro, recebendo em troca o suave calor da criança que sustentava junto do próprio coração, superou os obstáculos da noite frígida, salvando-se de semelhante desastre.

Descobrira a importância do auxílio mútuo. Ajudando o menino abandonado, ajudara-se a si mesmo. Avançando com sacrifício para ser útil a outrem, conseguira triunfar dos percalços do caminho, alcançando as bênçãos da salvação recíproca.

Um homem sozinho é simplesmente um adorno vivo da solidão, mas aquele que coopera em benefício do próximo é credor do auxílio comum.

Ajudando, seremos ajudados. Dando, receberemos.

Ninguém duvide!

02 outubro 2008

A força do amor!




Estavam noivos e preparavam-se para o casamento quando o pai da noiva descobriu que o rapaz era dado ao jogo.

Decidiu opor-se à realização do matrimónio, a pretexto de que o homem que se dá ao vício do jogo, jamais seria um bom marido.

Contudo, a jovem obstinada decidiu casar-se, assim mesmo. E conseguiu, fazendo valer a sua vontade, vencendo a resistência do pai.

Nos primeiros dias de vida conjugal, o rapaz portou-se como um marido ideal.

Entretanto, com o passar dos dias, sentia crescer em si cada vez mais o desejo de voltar à mesa de jogo.

Certa noite, incapaz de resistir, retornou ao convívio de seus antigos companheiros.

Em casa, a jovem resolveu começar um bordado para se entreter e ficou aguardando. Embora ocupada com o trabalho manual, tinha os olhos presos no relógio. As horas pareciam passar cada vez mais lentas. Já era alta madrugada, quando o marido chegou. Nem disfarçou a sua irritação, por surpreender a companheira ainda acordada. Logo imaginou que ela o esperava para censurar a sua conduta.

Quando ele a interrogou sobre o que fazia àquela hora ela, com ternura e bondade na voz, disse que estava tão envolvida com seu bordado, que nem se dera conta da hora avançada. Sem dar maior importância à ocorrência, ela foi-se deitar.

No dia seguinte, quando ele retornou ainda mais tarde da casa de jogos, encontrou-a outra vez a esperá-lo.

- "Outra vez acordada?", perguntou ele quase colérico. "Não quis que fosses deitar-te, sem que antes fizesses um lanche. Preparei torradas, chá quentinho. Espero que gostes."
E, sem perguntar ao marido onde estivera e o que fizera até aquela hora, a esposa beijou-o carinhosamente e recolheu-se ao leito.

Na terceira noite, ela o esperou com um bolo delicioso, cuja receita lhe fora ensinada pela vizinha. Antes mesmo que o marido dissesse qualquer coisa, ela prendeu-se ao pescoço dele, abraçou-o e pediu que provasse da nova delícia.

E assim, todas as madrugadas, a ocorrência repetiu-se. O marido começou a sentir-se mal.
Na mesa de jogo, tinha o pensamento menos preso às cartas do que à esposa que o esperava, pacientemente, como um anjo da paz.

Começou a experimentar uma sensação de vergonha, ao mesmo tempo de indiferença e quase repulsa por tudo quanto o rodeava.

O que ele tinha em casa era uma mulher que o esperava, todas as madrugadas, para o abraçar, dar carinho. E ele, ali naquele lugar?

Aos poucos, foi-se tornando mais forte aquele incómodo. Finalmente, um dia de olhar vago e distante, como se tivesse diante de si outro cenário, o rapaz levantou-se de repente da mesa de jogo. Como se cedesse a um impulso quase automático, retirou-se, para nunca mais voltar.



Nos dias de hoje, é bem comum os casais optarem por se separar, até por motivos quase ingénuos. Poucas criaturas decidem lutar para harmonizar as diferenças, superar os problemas, em nome do amor, a fim de que a relação matrimonial se solidifique.

Contudo, quando o amor se expressa, todo o panorama se modifica.
É difícil a alma que resista às expressões do amor. Porque o amor traz a mensagem do bem estar, da alegria.

Desta forma, é sempre salutar investir no amor, expressando-o através de gestos, pequenas atenções, gentilezas.

O amor é o sentimento por excelência e tem a capacidade de transformar situações e pessoas.

Se ainda não experimentou este amor experimente-o agora.


Tenham um maravilhoso fim de semana se possível cheio de AMOR!!!





01 outubro 2008

Um novo dia





Afasto a cortina
Como o sol faz à neblina
E vejo lá fora o cenário lindo para um novo dia
O palco está pronto


Para muitos hoje haverá riso, alegria,
A vida será uma comédia
Para outros haverá um drama pesado
Uma dor forte, uma grande tragédia


Ao cair da noite fecha-se a cortina
E desce a neblina sobre o dia cansado
O sol vai brilhar no outro lado
E em sonhos diferentes a vida se aquieta


Até que um outro dia rompe e desperta
Afasta a cortina
Levanta a neblina
E a cena começa

(Clarisse Barros)



Neste novo dia que nos dás, enche-nos de tal modo da Tua presença, que nem uma tempestade feroz possa perturbar a Tua paz em nós.

30 setembro 2008

Lembrando de esquecer...




Clara Barton, que fundou a Cruz Vermelha americana quando tinha 51 anos, era considerada "tímida como um rato, mas brava como um leão".

Comprometida com a sua missão, continuou a exercê-la mesmo na velhice.

Não deixou que a idade a atrapalhasse. Ela ia aonde quer que houvesse alguém precisando de conforto, em áreas de guerra, locais onde havia enchentes, terramotos ou febre amarela.

Aos 77 anos, estava nos campos de batalha de Cuba, na guerra hispano-americana.

Clara continuou seu trabalho até morrer, aos 91 anos.

Um dia, já bem velhinha, alguém a lembrou de uma ofensa que lhe fora dirigida, anos antes. Mas ela agiu como se jamais tivesse ouvido falar daquilo.

- Não se recorda? - a amiga perguntou.

- Não - Clara respondeu. - Lembro-me nitidamente de ter esquecido isso.

E nós como reagimos quando nos ofendem? Será que seríamos capaz de responder como Clara Barton e esquecer perdoando as ofensas que nos são dirigidas?

Vale a pena reflectir sobre isto!!!

29 setembro 2008

Idade...



Gosto de remexer no meu "baú de recordações" e encontrar textos que guardei para um dia usá-los. Foi o que aconteceu! Encontrei este:

"Entra pela velhice com cuidado pé ante pé, sem despertar rumores que despertem lembranças do passado, sonhos de glórias e ilusões.

Do que tinhas no pomar plantado apanha as frutas e recolhe as flores, mas lavra ainda a planta do teu eirado que outros virão colher quando te fores.

Não te seja a velhice enfermidade, alimenta no espírito a saúde, luta contra as tibiezas da vontade, mantêm-te jovem, pouco importa a idade.

Tem cada idade a sua juventude."

28 setembro 2008

O valor da amizade!!!



Já alguma vez parou para pensar sobre o valor da amizade?

Às vezes encontramo-nos preocupados, ansiosos, em volta de situações complicadas, nos sentindo meio que perdidos, mas somente o facto de conversarmos com um amigo, desabafando o que nos está no íntimo, já nos sentimos melhor, mesmo que as coisas permaneçam inalteradas.

Quantas vezes são os amigos que nos fazem sorrir quando tínhamos vontade de chorar, mas a sua simples presença traz de volta o sol a brilhar em nossa vida.

Entretanto, não existe só alegria, amor, felicidade nesta relação que como em qualquer outro relacionamento, passa por crises passageiras, por momentos intempestivos, abalos ocasionais.

Ainda que tenhamos muito carinho pelo amigo em questão, às vezes por insegurança, por ciúme, por estarmos emocionalmente alterados ou nos sentindo pressionados, acabamos sendo injustos com ele e isso pode ser recíproco.

Há amigos que nos ensinam muito, fazem-nos ver situações que às vezes não percebemos o seu real sentido, compartilham a sua experiência connosco, falam-nos usando da verdade que buscamos encontrar.

Ao longo da nossa vida muitos amigos passam por ela e deixam-nos saudade, mas também deixam a recordação de tudo que foi vivido.

Amigos são irmãos que a vida nos deu para caminhar connosco ao longo da nossa jornada espiritual, extrapolando os limites do tempo, continuando quando e onde Deus assim o permitir.

25 setembro 2008

Doutor 3h


(A história é longa, porém muito edificante e vale mesmo a pena ler)


Era sábado e o dia ia ser longo e muito importante para todos os formandos.

Meninas com salão de beleza marcados, rapazes nadando logo de manhã para evitar o "stress", a companhia responsável pela formatura e baile acertando os últimos detalhes no auditório da Universidade e no Salão Nobre.

Todos estavam ansiosos, preocupados, assustados, cheios de expectativas. Carros iam e vinham da portaria das faculdades.

O pessoal da decoração dava os últimos retoques na arrumação da mesa do Corpo Docente, a empresa de som ligava cabos enormes em todos os pontos do auditório, a iluminação colocava as últimas lâmpadas que faltavam, a floricultura acertava os corredores por onde as moças e os rapazes iriam descer e o outro por onde iriam subir.

As camareiras davam os últimos retoques nas lindas togas de formatura, os fotógrafos montavam o estúdio móvel na porta do Salão Nobre, a cantina precavia-se de muitos salgadinhos e refrigerantes, enfim, tudo corria contra o tempo, contra o relógio.

Três da tarde. A cerimónia iria começar às 4h, impreterivelmente. O Prof. Dr. Astrogésilo Pessoa Couto, grande celebridade e Reitor da Universidade não se dava ao luxo de começar um minuto atrasado. Dizia-se que acertava o seu relógio pelo Big-Ben de Londres, até que inventaram o tal "relógio atómico", que ele fez questão de instalar no seu computador.

Assim, acontecesse o que acontecesse, às 4 horas a cerimónia iria começar. Muita gente rica ia chegando.

O estacionamento da faculdade mais parecia um desfile de moda e revenda de automóveis importados: BMW, HONDA, DAEWOO, AUDI etc. Até FERRARI e JAGUAR apareceram! Madames muito bem vestidas estavam presentes.

Havia gente da TV, cujos filhos estariam se formando. Mas tinha também um bom grupo de gente simples, humilde, lutadora, que também tinha filhos se formando ali.

Seus trajes demonstravam que haviam alugado no "Black Tie" mais próximo do bairro.

Não tinham familiaridade com a roupa, com os saltos, com as gravatas, com os colares.

Até ficavam um tanto desconcertadas, pois queriam fazer bonito e não envergonhar os filhos.

Quatro horas. Como já dissemos, a empresa responsável pela cerimónia deu início ao evento. Algo em torno de 700 pessoas presentes. Também, pudera: 89 formandos, 35 em Letras, 12 em Pedagogia, 30 em Direito e 12 em Engenharia de Informática.

Uma grande festa. Lugares contados, reservados para duas ou três pessoas de cada formando, e o restante disputado palmo a palmo pelos presentes do lado de fora ou em pé nos arredores. Havia uma tela gigante para que todos acompanhassem do lado de fora.

Primeiramente a entrada do Reitor. Palmas efusivas. Então a mesa da directoria e por fim, o corpo docente, palmas afectuosas.

Apresentação das funções de cada um e tudo o que de praxe, se costuma fazer numa cerimónia de formatura.

Cantaram o Hino Nacional . As palavras do Patrono da Turma, enfim, tudo o que se costuma haver nessas páginas inesquecíveis na vida de quem se forma.

No momento da entrada, as torcidas no meio do auditório. Alguns estavam organizados. Outros, mais discretos, levaram faixas, onde se lia: "SONINHA, VALEU O ESFORÇO - PARABÉNS, DOS SEUS PAIS QUE TE AMAM"; "CARLINHOS, PARABÉNS! TE AMO! tUA NOIVA".

Cada um se emocionava do seu jeito.

Umas garotas choravam. Outras coravam. Os rapazes erguiam as mãos como se fosse um golo do seu clube. Outros faziam o "V" da vitória, e um a um foram chegando com suas togas bem alinhadas e majestosas.

Chegada a hora de passar a palavra ao orador das turmas (combinaram ter um só orador, pelo tempo despendido na cerimónia e pela proximidade do horário do baile, que se seguiria dentro de uma hora), o Júlio, ou melhor, Dr. Júlio Lacerda Loyola Anastácio (nome de advogado desde nascença), foi aclamado, quase levado nos braços dos formandos, que estavam do lado direito do auditório, que tinha formato de teatro.

Sua prédica havia sido impressa para todos acompanharem. Os formandos sugeriram o que o Júlio teria que falar. Estava tudo préviamente combinado.

"Ilustríssimo Senhor Doutor Professor Astrogésilo Pessoa Couto, digníssimo Reitor de nossa egrégia Universidade, Senhor Professor Carlos Marques Lara, digníssimo pró-reitor da área de humanas, etc... etc..."

Num outro trecho as tradicionais palavras: "Foram árduas as nossas batalhas: cansados do labor diurno, cá chegávamos, com fome, tanto do pão quanto do saber, e éramos fartos pelos nossos valorosos Mestres, que tudo davam de si... etc". Tudo ia muito bem. Até que Júlio se engasgou, ao dizer uma palavra que estava além do texto:

"Agora, Senhor Reitor e senhores formandos, preciso dizer algo pessoal...

" Os formandos gelaram. - "Ele vai fazer asneira". - "Júlio, cala a boca, termina logo". - "Ih, cara, sujou. Ele vai embolar tudo". - "Sabia que no final ele iria estragar tudo".

Mesmo conhecendo a cara de desaprovação da turma, Júlio continuou, branco, pálido, engasgado, mas firme, dizendo:

- "Senhor Reitor, Corpo Docente, Formandos, Familiares e Amigos: Preciso confessar algo, para fazer justiça e, ao mesmo tempo, reconhecer o que é certo. Todas as coisas aqui foram muito importantes: aulas, colegas, materiais didácticos, a seriedade de nossa secular instituição, tudo. Mas há algo que está faltando no meu texto, e não lerei o que vou dizer, porque o que tenho para falar vem das letras escritas a ferro, dentro da minha alma.

Devo este dia inesquecível e histórico às 3 da manhã de cada dia desses 5 anos.

- "Três da manhã?", pensaram os formandos. "Esse cara bebeu. Ah, Júlio, pára de enrolar e desce logo... Ah, se te pego na saída..."

- "Nunca desfrutei de amizade com o meu pai. Na verdade sempre o desprezei. Tanto é assim que ele não está aqui, entre os meus convidados, porque não se pode locomover e eu não fiz o menor esforço para trazê-lo. Aqui estão minha mãe e irmã, mas não meu pai. E ele é responsável pelas três da manhã.

Durante 5 anos eu acordei várias vezes no meio da madrugada, e, não raras vezes, às 3h da manhã. Meu pai, que empregou quase todo o seu moderado salário no meu curso, mesmo sendo por mim ignorado, entrava no meu quarto, com enorme esforço, às vezes caía, mas sempre levantava, e orava a Deus.

Sim, ele me apresentava a Deus. Tenho marcas no meu cobertor que não foram feitas por doces ou refrescos que derrubei, nem pontas de cigarro que deixei acesas na minha cama. São as lágrimas do meu pai, que pedia a Deus para fazer-me feliz, fazer-me íntegro, para guardar-me de acidentes, para proteger-me de bandidos, para abrir o meu entendimento na compreensão das matérias, para abrir-me oportunidades de trabalho na área. Ele chorava, pedia, dizia a Deus para que tocasse no meu coração e fizesse de mim um homem e um cristão.

Mas, Senhor Reitor, não foi isso o que mais me tocou. O que marcou a minha vida, e é a razão desta homenagem, era a frase com a qual ele sempre se emocionava e chorava copiosamente junto a mim. Ele dizia:

'Deus, como eu amo o meu filho, fruto de mim mesmo! Deus, como eu o admiro! Deus, como eu lhe quero bem! Deus, faça o que quiser comigo, mas abençoe o meu filho, porque, depois de Ti, ele é a razão do meu viver! E dá-me o privilégio de que um dia ele me ouça, que ele me ame também!'

Júlio chorava. O Reitor tossia, para disfarçar a emoção, os formandos estavam com a cabeça baixa, pois sabiam que o Júlio tinha feito a coisa certa e estavam envergonhados de terem desaprovado sua atitude no início.

O auditório se derretia. E, num ápice de dor e amor, Júlio gritou:

- "Meu pai, como eu queria te dizer EU TE AMO!"
De repente a porta do corredor central se abre subitamente, e uma cadeira de rodas entra, guiada por uma enfermeira, e o pai de Júlio entra, magrinho, cabelos grisalhos, rosto cansado, voz baixa, mas grita com toda a força do seu ser:

- "Eu sei que você me ama, filho! EU SEMPRE TE AMEI! Seja feliz, meu filho, seja feliz!!!"

Júlio quebra o protocolo e sai correndo da tribuna corredor fora e vai abraçar o seu pai, chorando no seu ombro copiosa e demoradamente.

Todos, unanimemente, chorando e gritando "BRAVO! BRAVO!", aplaudiam longamente a cena fantástica e novelesca que ora se fazia viver no mundo real!

Foram 5 minutos, os cinco minutos mais importantes já vividos naquela universidade! Chamado novamente à tribuna, recebeu o seu grau e diploma. Então gritou:

- "PAI, ISSO É POR VOCÊ! TE AMO!"

O pai sorriu, mas já não tinha forças para falar. No seu coração ele via galardoado todo o seu esforço, o salário minguado dedicado à faculdade do rapaz, e, principalmente, às três horas de toda madrugada. Ele estava feliz. Podia morrer tranquilo. Mas, morrer, já? Ele não tinha planos para morrer agora, naquele instante. Queria desfrutar dessa alegria indizível. Deus ainda lhe deu alguns anos, os melhores da vida dos dois, do Dr. Júlio e do seu pai, que se tornaram os melhores amigos. Aliás, Júlio ficou conhecido na comunidade académica como "Doutor Três Horas".


"Honra a teu pai e à tua mãe, para que se prolonguem os teus dias, na terra que o Senhor teu Deus te dá." (Ex. 20.12.)


Que Deus dê aos leitores, que têm pais vivos, a oportunidade de fazê-lo em vida, honrar o pais.

Flores no túmulo murcham. Flores no coração desabrocham, PARA SEMPRE!!!


Tenham um abençoado fim de semana!!!


24 setembro 2008

Barco encalhado



Isto é uma história veridica!



Em Agosto de 1918, um saveiro estava sendo puxado por um rebocador, no Rio Negará, quando o cabo rebentou.

As fortes correntes logo conduziram o barco em direcção às cataratas.

Quando estava para cair, o barco encalhou em algumas rochas bem acima das quedas.

Os dois homens que estavam a bordo foram salvos apenas no dia seguinte.

Eles passaram uma noite de tensão pois esperavam a qualquer momento, despenharem-se para a morte.

Isto aconteceu faz quase noventa anos e a velha barcaça continua lá, no mesmo lugar, até hoje.

Jamais aconteceu a queda prevista.

Os dois homens preocuparam-se demais. A esperada queda do barco, que trouxe ansiedade e desespero aos dois homens, não aconteceu... Da mesma forma, a maioria dos problemas que tiram nossa paz e alegria, também não nos atingirão.

A preocupação é como um barco encalhado nas pedras. Ela nunca nos levará a lugar algum ! Vivamos um dia de cada vez.

Quando Deus está no leme do barco tudo está sobre controle!

Tenham um dia abençoado!

22 setembro 2008

A semeadura



Quem planta árvores, colhe alimento.

Quem semeia flores, colhe perfume.

Quem semeia o trigo, colhe o pão.

Quem planta amor, colhe amizade.

Quem semeia alegria, colhe felicidade.

Quem planta a vida, colhe milagres.

Quem semeia a verdade, colhe confiança.

Quem planta fé, colhe a certeza.

Quem semeia carinho, colhe gratidão.

Somos semeadores conscientes, espalhamos

diariamente milhões de sementes ao nosso redor.

Que possamos escolher sempre as melhores,

para que, ao recebermos a dádiva da colheita farta,

tenhamos apenas motivos para agradecer...



21 setembro 2008

Para reflectir...



Natalie Gilbert, de 13 anos, ganhou um prémio e foi cantar o Star Spangled Banner, hino dos EUA, no jogo da NBA.


Vinte mil pessoas no estádio, ela afinadinha. De repente o braço treme, ela engasga, esquece a letra... DEU BRANCO !!!!!


Treze anos. Sozinha ali no meio...


O Público estupefacto ameaça uma vaia... Mas eis que algo acontece, Mo Cheeks, técnico dos Portland Trail Blazers, aparece ao seu lado e começa a cantar, incentivando-a e trazendo o público junto.


Bonita cena de solidariedade, e o que é mais incrível... Só o técnico tomou a iniciativa e ir até lá para ajudar, enquanto os demais à volta dela só observavam estupefactos...


Isto mostra como uma atitude de liderança e de solidariedade NA HORA CERTA, pode fazer uma grande diferença para ajudar um ser humano e mudar a história do JOGO...


Uma cena muito tocante.

...E nós, normalmente, estamos na vaia ou no apoio?


19 setembro 2008

Falar...


Hoje, ao ler este pensamento de um filósofo inglês lembrei-me de colocar aqui para vocês opinarem.
"Quando ouvirdes falar mal do vosso próximo, começai por cortar a metade, mais um quarto e guardai o resto para vós."

Será que conseguimos fazer isso? Vamos tentar?

Tenham um bom fim de semana !

18 setembro 2008

Bom dia felicidade!


Sabe aqueles dias em que você quer fazer algo inusitado ou um dia totalmente diferente dos normais.

Nestes dias, passam pela sua mente imagens vibrantes de loucuras gostosas da vida. Imagens que geralmente acompanham um sorriso e uma emoção diferente.

Mas você sente medo de executá-las pelo simples facto do ridículo dominar a sua timidez ou ainda pela não aceitação dos outros de praticar o inusitado.

Pois quero lhe dizer que o mundo precisa de mais pessoas "loucas".

Que tal uma loucura saudável de enviar um cartão gigante apaixonado para a sua namorada/o, preparar um jantar à luz de velas sem ele/a esperar, publicar um outdoor em homenagem aos seus pais queridos, sair para tomar um gelado com o seu filho/a numa tarde de terça-feira qualquer, ir buscar o seu filho mais cedo na escola e dar uma volta no parque mesmo que não seja Domingo, preparar uma festa surpresa para um amigo querido na empresa, fazer uma viagem diferente com a sua família e acima de tudo, mostrar que você é capaz de fazer mil loucuras para alguém neste mundo ser feliz.


Quebre os paradigmas do medo e faça hoje mesmo uma pessoa feliz.


Desejo-lhe uma sexta feira muito feliz!

16 setembro 2008

Um pequeno quarto...





(...) um pequeno quarto junto ao muro, (...) II Reis 4:10





"Um pequeno quarto junto ao muro" - Para descansarmos na presença de Deus, não precisamos de uma sala de abóboda imponente. Um pequeno quarto basta.

Deus está presente quer o busquemos na montanha majestosa, quer num recanto anónimo do nosso mundo diário.

Ele é o Deus das grandes tempestades que se abatem sobre nós e o Deus dos momentos doces de alegria, que se sucedem pela sua misericórdia e constroem toda a nossa vida.

Ele é o Deus das montanhas e o Deus dos vales; o Deus do espaço impossível de medir e o Deus das flores pequeninas, que pisamos sem ver.

"(...) um pequeno quarto junto ao muro" - Um espaço escolhido para um encontro diário com Deus.

Qualquer lugar que tu separes para falar com Deus é um bom lugar, por mais humilde que seja, por mais simples que seja.

Deus é o Deus das coisas simples e das coisas comuns de todos os dias.

Constrói hoje o teu "pequeno quarto junto ao muro" e verás a diferença na tua vida e na de outros para quem te tornarás uma benção, um lugar de refúgio na tempestade.

Tenham um dia maravilhoso!!!





15 setembro 2008

Restaura-me...



Restaura-nos, ó Deus! Faze resplandecer sobre nós o teu rosto, para que sejamos salvos.

Salmo 80:3

RESTAURAR significa recuperar; reconquistar; renovar.



Muitas vezes nos impressionamos com o trabalho dos restauradores, quando vemos uma obra de arte outrora danificada, e através das mãos de profissionais competentes, torna-se como nova.

No texto acima o salmista Asafe, clama: Restaura-nos, ó Deus!
Quantas vezes no percurso das nossas vidas, encontramo-nos em situações difíceis, e o único que pode fazer com que reconquistemos o que foi perdido, é o nosso Deus eterno, o restaurador Supremo.

Quantas pessoas pelo mundo fora, necessitam recuperar o que foi perdido, como:
o casamento que se desmantelou, as finanças fora de controle, o relacionamento entre pais e filhos que se quebrou, amizades de muitos anos trincadas pelas intrigas, a paz de alma que desapareceu, a saúde que se tornou precária, o emprego que parecia tão seguro já não existe, a comunhão com os irmãos na igreja sumiu, o desejo ardente de orar e estudar a Palavra de Deus foi-se embora, a gostosa intimidade com Jesus que trazia tanta alegria foi perdida...
Em momentos como estes onde parece que tudo está acabado, quando todos os recursos humanos falharam, resta uma esperança!
Ter no coração o desejo ardente de passar pelas mãos do grande Restaurador e com muita humildade no coração, reconhecer os erros e clamar:
Restaura-me, ó Deus! Ajuda-me a recuperar o que perdi, trabalha na minha mente, corrige meus procedimentos de vida, para que eu esteja andando no padrão do teu carácter.
Senhor, eu quero ser renovado, coloco-me em Tuas mãos, como o barro nas mãos do oleiro.

Restaura-me, ó Deus!

PARA REFLETIR: O que precisa ser restaurado na minha vida?

14 setembro 2008

Inicio do ano



Mais um ano lectivo que vai começar e por isso quero hoje desejar a todos os estudantes o maior dos sucessos para este ano escolar de 2008 - 2009.


Que Deus abençoe a cada criança, jovem neste novo desafio.


Sabemos que no príncipio o ânimo é grande mas que ao longo do ano lectivo esse mesmo ânimo às vezes vai desaparecendo.

Que Deus vos renove as forças a cada manhã para que possam encontrar paz interior e forças para as tarefas diárias.


Bem hajam e muitos beijinhos cheios de amor.

12 setembro 2008

Doze pratos...




Um príncipe chinês orgulhava-se da sua colecção de porcelana, de rara quão antiga procedência, constituída por doze pratos assinalados por grande beleza artística e decorativa.


Certo dia, o seu zelador, num momento infeliz, deixou que se quebrasse uma das peças.
Ao tomar conhecimento do desastre e possuído pela fúria, o príncipe condenou à morte o dedicado servidor que fora vítima de uma circunstância fortuita.

A notícia tomou conta do império, e às vésperas da execução do desafortunado servidor, apresentou-se um sábio bastante idoso, que se comprometeu a devolver a ordem à colecção, se o servo fosse perdoado.

Emocionado, o príncipe reuniu a sua corte e aceitou a oferenda do venerado ancião.
Este solicitou que fossem colocados todos os pratos restantes sobre uma toalha de linho, bordada cuidadosamente, e os pedaços da preciosa porcelana fossem espalhados em volta do móvel.

Atendido na sua solicitação, o sábio acercou-se da mesa e, num gesto inesperado, puxou a toalha com as porcelanas preciosas, atirando-as bruscamente sobre o piso de mármore e quebrando-as todas.

Ante a perplexidade que tomou conta do soberano e de sua corte, muito sereno, ele disse:
- Aí estão, senhor, todos iguais conforme prometi. Agora podeis mandar matar-me. Dado que essas porcelanas valem mais do que as vidas, e considerando-se que sou idoso e já vivi além do que deveria, sacrifico-me em benefício dos que irão morrer no futuro.
Assim, com a minha existência, pretendo salvar doze vidas, já que elas, diante desses objectos nada valem.

Passado o choque, o príncipe comovido, libertou o velho e o servo, compreendendo que nada há mais precioso do que a vida em si mesma.


Quantas vezes, deixamos o nervosismo do momento tomar lugar nas nossas vidas e com duras palavras ferimos a quem amamos!
Quantas coisas colocamos na frente do amor, do respeito, da compreensão que deveríamos ter?

Que durante esta semana, tenhamos tempo para meditar se não estamos matando por um prato quebrado...




prémios e miminhos ganhos