06 novembro 2008

Benditos...




Benditos os que possuem amigos
os que os têm sem pedir
Porque amigo não se pede
não se compra nem se vende
Amigo a gente sente!

Benditos os que sofrem por amigos
os que falam com o olhar
Porque amigo não se cala
não questiona nem se rende
amigo a gente entende!


Benditos os que guardam amigos
os que entregam o ombro pra chorar
Porque amigo sofre e chora
amigo não tem hora pra consolar!


Benditos sejam todos os amigos

que acreditam na tua verdade
ou te apontam a realidade
Porque amigo é a direcção
é a base, quando falta o chão

Benditos sejam todos os amigos de raízes verdadeiras
Porque amigos são herdeiros
da real sagacidade
Ter amigos é a melhor cumplicidade!

A poda...


Eu vivo numa região agrícola, Cartaxo, terra de bom vinho como dizem os entendidos.

Esta é uma altura em que os agricultores começam a fazer as podas das árvores. É muito bonito ir pela estrada e ver os agricultores na apanha da azeitona e a poda-las, assim como às árvores de fruta para que na Primavera, os campos expludam em abundantes flores brancas.

É uma linda visão.

Mas já alguma vez viu bem uma árvore podada?
Galhos inteiros são cortados e os restos parecem tocos.

No entanto, depois de algum tempo, os tocos começam a produzir novo crescimento e em seguida, aparecem belas e grandes maçãs, azeitonas, peras, enfim todo o tipo de fruta.


De certo modo, a minha vida assemelha-se a uma macieira, uma oliveira, uma figueira…

Alguns galhos ficam com excesso de folhas e precisam de poda, enquanto outros precisam ser totalmente cortados.

Eu fico apreensiva quando sinto que Deus está se aproximando com a tesoura de poda. Mas Ele fala calmamente ao meu coração:

- "Eu só vou podar aquelas coisas que a impedem de produzir frutos".

A poda pode ser dolorosa, mas é necessária.

Orgulho, demasiada autoconfiança, ciúme e impaciência podem drenar a energia necessária para criar frutos.

Consequentemente, o Jardineiro cuidadosamente os remove e poda, de modo que possamos produzir frutos mais abundantes. Por quê?

Os frutos alimentam as pessoas; eles sustentam e nutrem.

Temos confiança de que Deus nos fará espiritualmente frutíferos se nos submetermos à poda e permitirmos que Ele viva em nós.

04 novembro 2008

Sol



Conta-nos uma lenda que um viajante encontrou uma fonte de águas cristalinas no deserto.
A água era tão límpida e fresca que resolveu levar um pouco para o seu rei.
Satisfez sua sede e logo a seguir encheu o seu cantil com aquela água maravilhosa.
Andou ainda vários dias debaixo do sol do deserto até chegar ao palácio do rei.
Quando finalmente chegou à presença do seu soberano, curvou-se aos seus pés e entregou-lhe o presente que lhe trouxera.
A água já estava estragada e com mau cheiro devido ao cantil velho onde havia sido guardada por vários dias. Porém, o rei não deixou que seu fiel súbdito percebesse que a água estava imprópria para o uso.
Saboreou o presente com expressão de gratidão e encanto.
Depois, despediu-se do homem que saiu da sala do rei com o coração transbordando de alegria.
Após ter saído, outros provaram a água e ficaram espantados pelo facto do rei ter fingido apreciar o que o leal súbdito havia oferecido.
- Ah! Disse o rei, não foi a água que eu saboreei, mas o amor demonstrado no oferecimento.

Amor fraternal



Por muitos anos uma senhora em nossa vizinhança foi notada por seu belo jardim de tulipas. Passar por aquela exposição colorida fazia o coração cantar; seu jardim era um grande representante da beleza da Terra.

Ao lado de sua casa era o desleixado lar de um solteirão. Sua vedação estava quebrada, mato espalhado por toda a parte e a pintura descascando.

Tais extremos de aparência, creio, não podem coexistir por muito tempo. Os vizinhos perguntavam-se por que a senhora não reclamava. Mas nenhum confronto jamais ocorreu.
O lindo jardim de tulipas e o terreno sujo permaneceram os mesmos por muito tempo.

Mas numa Primavera, algo inusitado aconteceu. Na frente da velha casa do homem, estavam algumas fileiras de coloridas tulipas .
O resto do terreno ainda estava um desastre, mas as tulipas eram deslumbrantes.

Curioso, parei meu carro e caminhei até à casa da senhora. Ela estava do lado de fora cuidando com carinho de suas flores.

- Olá! Cumprimentei. Eu gosto sempre de dar uma paradinha para admirar suas lindas tulipas.
- Obrigada, ela disse sorrindo. Se você puder esperar um pouquinho, eu corto algumas para você levar. Não duram muito tempo, mas podem iluminar uma sala!

Em pouco tempo, ela tinha cortado uma dúzia de deslumbrantes flores para mim. Agradeci e disse:

- Notei que seu vizinho também plantou tulipas.
- Oh, não, ela disse, piscando para mim. Eu plantei essas flores para o Sr. James. Ele perdeu sua esposa há alguns anos e suas crianças cresceram e se mudaram para longe. Ele vive uma amarga vida solitária, suspirou. Eu chamo o que fiz de minha trama de esperança.
- Trama de esperança? Perguntei sem ter entendido o que ela quis dizer.
- Sim, para devolver a esperança de que seu lar pode ser lindo novamente, que ainda há bondade na vida e fazê-lo saber que Deus o ama tanto quanto me ama.


Agarrei meu buquet de tulipas e deixei aquele jardim sentindo que tinha aprendido muito mais sobre o significado de amor fraternal.



Para tratar as coisas sabiamente basta fazer com bondade.

Que eu possa, também, oferecer esperança em vez de crítica.

Que assim seja!

02 novembro 2008

Casa iluminada...



Vários séculos atrás numa aldeia da Europa, um fazendeiro perguntou-se o que poderia ele fazer para ajudar mais os que de ajuda precisavam.

Tomou uma boa decisão.

Decidiu erguer uma construção, uma casa onde os mais afortunados da região poderiam se encontrar e deixar, cada um deles, mantimentos, roupas e outros géneros que seriam distribuídos entre os menos afortunados.

Espalhou a ideia, no que foi prontamente apoiado.

Não permitiu a ninguém que visse as plantas e o interior da construção até que estivesse pronta.

No dia da inauguração, um Sábado, cinco horas da tarde, muitas pessoas que podiam e estavam dispostas a ajudar a população mais pobre, reuniram-se e ficaram maravilhadas com o cuidado com que tudo foi feito.

Tudo tinha sido bem pensado e bem planejado. Mas então alguém disse,

- Espere um minuto! Onde estão as lâmpadas da casa? Está a ficar bastante escuro aqui dentro. Como a casa será iluminada?

O fazendeiro apontou para alguns suportes nas paredes, e então ele deu uma lâmpada para cada família, que eles teriam que trazer com eles cada vez que viessem às reuniões e disse:

- Cada vez que vocês estiverem aqui, o lugar onde estiverem estará bem iluminado. Cada vez que vocês não puderem estar aqui, um ponto estará escuro. Isto é para lembra-los que sempre que deixam de fazer um trabalho em benefício do próximo, alguma parte da casa de Deus estará escura.



Como bem disse Edward Everett:


Sou apenas um, mas ainda sou pelo menos um. Eu não posso fazer tudo, mas ainda posso fazer algo; e só porque não posso fazer tudo, não recusarei fazer o que posso fazer.



Se na sua comunidade existisse uma casa destas, que tipo de casa seria?


baseado no texto de James W. Moore)

30 outubro 2008

Mais receitas...



Queridas amigas, tal como eu previa o sucesso com as receitas do passado fim de semana foi grande e como eu tinha prometido aqui ficam mais umas sugestões para este fim de semana, que por sinal até tem um feriado, apesar de ser a um Sábado, não deixa de ser feriado à mesma.

Desta vez convido-vos a tomar um chá comigo, em vez de chocolate quente.

Foi a princesa Catarina de Bragança, inveterada consumidora de chá, que ao casar com o Rei D. Carlos II levou para a corte inglesa esta nova bebida.
Para fazer jus à nossa Princesa acompanhe o seu lanche com um chá a preceito e delicie-se a degustar outros ex-libris do “chá das 5”.

A palavra cha em mandarim transformou-se em ch’a em cantonês e deste modo passou para os portugueses com o chá (nas trocas comerciais em Macau) e também para o persa, japonês e hindi; em árabe tornou-se shai, em tibetano já, em turco chav e em russo chai.

Agora aqui ficam algumas receitas para acompanharem o vosso chá.

MUFFINS

100gr. de farinha de trigo; 150 gr. de maizena; 3 colheres de chá de fermento em pó; 4 colheres de sopa de açúcar; 1 ovo; 100 gr. de manteiga; 1 chávena bem cheia de leite; 1 pitada de sal.

Bata a manteiga em creme e junte-lhe as farinhas, o açúcar, o sal e o fermento. Bata muito bem. Adicione a gema de ovo desfeita em leite e, por fim, junte a clara em castelo, envolvendo cuidadosamente.


Deite em pequenas formas de bordos lisos, previamente untadas de manteiga.
Coza em forno pré aquecido a 180ºC durante 20 minutos.
Sirva-os quentes acompanhados com manteiga ou compotas diversas.



BOLO CHIFFON DE CHOCOLATE

½ chávena de cacau; 175 gr. de farinha; 3 colheres de chá de fermento; 300 gr. de açúcar; 7 ovos; ½ chávena de óleo alimentar; ¾ de chávena de água a ferver; ½ colher de chá de bicarbonato de sódio; 1 pitada de sal.



Numa tigela grande misture a farinha com o açúcar, o fermento e o sal. Abra uma cova e deite o óleo e depois as gemas. Mexa e acrescente a água na qual se dissolveu o cacau, depois de arrefecer um pouco.
Bata tudo até fazer bolhas.
À parte, bata as claras com o bicarbonato. Misture lenta e cuidadosamente e deite a massa numa forma bastante grande, não untada.
Leve ao forno e, quando estiver cozido, inverta a forma sobre o prato de serviço até arrefecer.
Desenforme com o auxílio de uma faca fina.
Cubra com uma glace de chocolate e enfeite com farripas de chocolate.



Dias frios pedem lanches... e ainda por cima com coisas deliciosas!!!

Nestes dias vem-nos à memória as tardes bem passadas à volta de uma chávena fumegante. Lembramos o aroma do chá, o sabor das torradas com manteiga ou geleia e dos biscoitos quentinhos acabados de sair do forno.

É uma tradição que não há razão para se perder.

Os dias agora mais curtos convidam a passar as tardes com quem mais gostamos.

Por isso este fim-de-semana desafio-vos a reunirem a vossa família e amigos, longe das correrias do dia-a-dia, e disfrutarem de um momento ameno e bem disposto.

Espero que gostem da sugestão e aproveitem bem o fim de semana.





29 outubro 2008

Pássaro

" É renunciando ao conforto do ninho que o pássaro voa e
se deleita com as amplas e maravilhosas paisagens da natureza."
Que o SENHOR te guie em todos os teus voos!
Beijos!

28 outubro 2008

~Mães...



Muito se fala a respeito das mães e do poder do seu amor.
Um dos casos mais significativos com certeza, foi relatado pela doutora Elisabeth Kübler-Ross.
No hospital onde trabalhava, encontrou uma senhora portadora de uma doença terrível e que já havia sido internada dez vezes.
Cada vez que passava um período no centro de terapia intensiva, todos os médicos e enfermeiras, apostavam que ela iria morrer. Contudo, após as crises, melhorava e voltava para casa.
O pessoal do hospital não entendia como aquela mulher continuava resistindo e não morria.
Então certo dia, a senhora Schwartz explicou que o seu marido era esquizofrénico e agredia o filho mais novo, cada vez que tinha um dos seus ataques.
Ela temia pela vida do filho, caso ela morresse antes que o menino alcançasse a maioridade.
Se morresse, o marido seria o único tutor legal do filho. Ela ficava imaginando o que aconteceria com o rapaz nas mãos de um pai com tal problema. É por isso que ainda não posso morrer, concluiu.
O que mantinha aquela mulher viva, o que lhe dava forças para lutar contra a morte, toda vez que ela se apresentava, era exactamente o amor ao filho.
Como deixá-lo nessas circunstâncias?
Por isso, ela lutava e lutava sempre. A doutora, observando emocionada o sofrimento físico e moral daquela mulher, resolveu ajudá-la providenciando um advogado para que aquela mãe, tão preocupada, transferisse a custódia do menino para um parente mais responsável.
Aliviada, a paciente deixou o hospital infinitamente agradecida por poder viver em paz o tempo que ainda lhe restava.
Agora, afirmou, quando a morte chegar, estarei tranquila e poderei partir.
Ela ainda viveu pouco mais de um ano, depois abandonou o corpo físico em paz, quando o momento chegou.
A história de vida desta mulher, faz-nos recordar de todas as heroínas anónimas que se transformam em mães, em nome do amor.
Daquelas que trabalham de sol a sol, catando papel nas ruas, trabalhando em indústrias ou fábricas e retornam para o lar, no início da noite para servir o jantar aos filhos pequenos. Supervisionar as lições da escola, cantar uma canção enquanto eles adormecem em seus braços.
E as mães de portadores de deficiências física e mental que dedicam horas e horas, todos os dias, exercitando os seus filhos conforme a orientação dos profissionais, apenas para que eles consigam andar, mover-se um pouco, expressar-se.
Mães anónimas, heroínas do amor.
Todos nós que estamos na terra, devemos a nossa existência a uma criatura assim. E quantos de nós temos ainda que agradecer o desenvolvimento intelectual conquistado, o diploma, a carreira profissional de sucesso, a maturidade emocional, fruto de anos de dedicação incomparável.



Quem desfruta da alegria de ter ao seu lado na terra sua mãe, não se esqueça de honrar-lhe os dias com as flores da gratidão.
Se os dias da velhice já a alcançaram, encha-lhe os dias de alegria. Acaricie os seus cabelos nevados com a ternura das suas mãos.
Lembre-lhe que a sua vida se enobrece graças aos seus exemplos signos, os sacrifícios sem conta, as lágrimas vertidas dos seus olhos.
E, colhendo o perfume leve da manhã, surpreenda-a dizendo: bendita sejas sempre, minha mãe.
Que Deus abençoe todas as mães!

27 outubro 2008

Última carta



Um amoroso pai de família, dias antes de ser hospitalizado enviou, pela Internet, uma carta a seus filhos, com a seguinte mensagem:

"Filhos amados, quando as coisas estiverem difíceis, abram bem os olhos e busquem o céu. Vejam como é imenso. Olhem a natureza e percebam como ela é incrivelmente linda, em cada detalhe. Olhem as cidades, seus prédios, os carros, e notem tudo o que a vontade do homem já foi capaz de produzir.

Sintam que cada um de vocês faz parte da criação de Deus. Que cada um integra a própria natureza. E que cada um também tem de construir e de alterar um pouco de sua própria cidade.

Percebam que vocês, aqui e agora, fazem parte de uma sociedade que constrói um mundo novo. Apesar da sensação de pequenez diante da grandeza do universo, e embora, por vezes, vocês se sintam sozinhos e sem forças, na verdade, cada um é importante e necessário na sinfonia da vida.
O amor e a alegria de vocês produzem uma energia única, capaz de transformar o meio em que vivem e as pessoas que os cercam.

Cada um pode levar mais luz ao caminho que palmilha por intermédio de seu sorriso e de seu trabalho. E assim, pode iluminar outras vidas e enternecer outros seres.
Não esperem que o mundo, que os outros façam algo por vocês. Respirem fundo e pensem: ‘o que eu posso fazer pelo mundo?’ O que posso fazer pelos outros?

Nunca esqueçam que cada um colhe aquilo que plantou. Que os espinhos que hoje nos ferem as mãos são o resultado de uma semeadura equivocada do passado, próximo ou não.

Se desejam uma estrada ladeada de flores, é preciso que elas sejam semeadas desde agora, por cada um de vocês.
Acreditem: Deus está presente em tudo e em toda parte. Um dia a própria ciência humana, ainda tão limitada, será capaz de admitir e de comprovar essa valiosa verdade."

Embora seu corpo físico não tenha resistido à doença que subitamente o atingiu, as palavras de amor e de fé daquele pai ainda ecoam no coração daqueles que o amam. Esta foi sua última carta.



Não sabemos quando será o nosso momento de partir para o outro plano da vida. Talvez ele tarde, talvez não. Quem sabe se as palavras que dissemos há pouco não foram as últimas desta existência?
Como saber se o "até logo" com que nos despedimos de nossos amores, minutos atrás, não foi o último adeus que esta vida nos ofereceu?
Por isso, despeça-se sempre com palavras de carinho e de optimismo.
Aproveite todas as oportunidades que tiver para transmitir mensagens positivas a quem quer que seja.
Dê bons exemplos e seja coerente em suas atitudes.
Diga àqueles que lhe são caros, sempre que possível, o quanto os ama e como eles são importantes para si.

Um dia, mais cedo ou mais tarde, inevitavelmente a partida será real e então, as lágrimas serão decorrentes da saudade e não do arrependimento pelas oportunidades desperdiçadas.


26 outubro 2008

Se eu não fizer...



Nos Alpes Italianos existia uma pequena vila que se dedicava ao cultivo de uvas para produção de vinho. Uma vez por ano, lá ocorria uma festa para comemorar o sucesso da colheita.

A tradição exigia que nesta festa, cada morador da vila trouxesse uma garrafa do seu melhor vinho, para colocar dentro de um grande barril que ficava na praça central.

Entretanto, um dos moradores pensou:

- "Porque deverei levar uma garrafa do meu mais puro vinho? Levarei uma d'água, pois no meio de tanto vinho o meu não fará falta."

Assim pensou e assim fez.

No auge dos acontecimentos como era de costume, todos se reuniram na praça, cada um com sua caneca, para pegar uma porção daquele vinho, cuja fama se estendia além das fronteiras do país.

Contudo, ao abrir a torneira do barril, um silêncio tomou conta da multidão. Daquele barril apenas saiu água. Como isto aconteceu?
Foi que todos pensaram como aquele morador: "A ausência da minha parte não fará falta."

Nós somos muitas vezes conduzidos a pensar: "

Tantas pessoas existem neste mundo que se eu não fizer a minha parte isto não terá importância."


O que aconteceria com o mundo se todos pensassem assim?

23 outubro 2008

Receitas fim de semana


Olá queridas amigas, hoje e a pedido de algumas amigas venho deixar-vos uma sugestão para um lanche de fim de semana.

Agora que o Outono parece ter vindo para ficar e o friozinho já se começa a sentir aqui vos deixo algumas sugestões para fazerem um lanche em pouco tempo e espero que seja do vosso agrado.

Improvisem e façam um brilharete. Os clássicos scones prontos em poucos minutos, uns palitos que se sobrarem podem guardar e uma bola recheada com fiambre e queijo e para acompanhar não podia faltar o chocolate quente.


SCONES

225 gr. de farinha, 4ogr. De açúcar, 1 ovo batido, 1 colher de sopa de manteiga, 6 colheres de sopa de leite, 1 colher de chá bem cheia de fermento, 1 pitada de sal.

Peneire a farinha com o sal e o fermento. Junte a manteiga partida em lamelas e os restantes ingredientes, misturando tudo rapidamente com as pontas dos dedos, sem amassar. Coloque a massa sobre uma mesa enfarinhada e tenda bolinhas que se colocam num tabuleiro untado.
Leve ao forno quente durante 10 a 15 minutos.
Sirva quentes com manteiga ou compotas diversas.


PALITOS PARA O CHÁ


250 gr de farinha, 125 gr. de açúcar, 4 gemas, 2 claras, 50gr. de amêndoas picadas, raspa de limão ou canela.

Bata os ovos, (gemas e claras), com o açúcar até a mistura estar em espuma e esbranquiçada.
Acrescente as amêndoas e, querendo, a raspa de limão ou a canela.
Junte a farinha peneirada e, depois de bem batido, deite a massa num tabuleiro untado.
Polvilhe a superfície com mais algumas amêndoas cortadas em pequenas lamelas.
Leve ao forno médio e, depois de cozido, desenforme e corte em palitos.
Coloque novamente no tabuleiro e leve ao forno para corar, mas sem queimar.


BOLA DE FIAMBRE E QUEIJO


2 chávenas de farinha, 2 ovos, 2 colheres de sopa de manteiga, 1 chávena bem cheia de leite, 2 colheres de sopa rasas de fermento em pó, sal q.b., fatias de fiambre e queijo q.b.

Peneire a farinha com o sal e o fermento para dentro de uma tigela. Junte a menteiga partida em lamelas e esfarele com a ponta dos dedos. Adicione o leite e os ovos, previamente batidos, e amasse ligeiramente.
Divida a massa em três partes iguais e disponha sobre uma tarteira de vidro em camadas alternadas de massa, queijo e fiambre, sendo a última de massa. Pincele a superfície com um pouco de manteiga amolecida e leve ao forno quente.
Sirva quente.

Ah e não se esqueçam de acompanhar com um bom chocolate quente simples ou então mais requintado com uma nuvem de natas batidas na superfície de cada chávena

Espero que tenham gostado das sugestões aqui deixadas e deixem que os lanches de fins-de-semana se espreguicem pela noite sem que ninguém precise de se afadigar.

Aproveitem para contar histórias, brincar às adivinhas, fazer jogos com palavras, divertirem-se em família ou entre amigos.

Um maravilhoso fim de semana e se gostaram destas sugestões no próximo fim de semana deixarei mais algumas.
Beijos.






Ensinar...



Um dia destes um garoto de oito anos contava à sua mãe as suas experiências na sala de aula. Comentava sobre cada professor, sua maneira de ser e de transmitir ensinamentos.

Dizia que gostava muito das aulas de uma determinada professora, embora não gostasse muito da matéria. Comentava ainda, que detestava ter que assistir às aulas da sua matéria preferida porque não gostava da professora.

Dizia com a franqueza que a inocência infantil permite:

-"a professora de História está sempre de mau humor. Ela grita com a gente por qualquer motivo e nunca sorri. Quando passa uma lição e algum aluno não faz exactamente como ela mandou, faz um escândalo. Todos os alunos têm medo dela. Já a professora de Português está sempre a sorrir. Brinca com a turma e só chama a atenção quando alguém está a atrapalhar a aula. Eu até fiz uma brincadeira com ela um dia destes, e ela riu muito."

Depois de o ouvir atentamente, a mãe perguntou-lhe:
- "e por que também não gostas das aulas de religião, filho?"
Ah falou o menino, o professor é grosseiro e cínico. Critica todos os alunos que têm crença diferente da dele e diz que estão errados sempre que não respondem o que ele quer ouvir. E antes de sair para ir brincar com os colegas, o garoto acrescentou:

- "agora eu sei que, por mais complicada que seja a matéria, o que faz a diferença mesmo, é o professor."

De uma conversa entre mãe e filho, aparentemente sem muita importância, podemos retirar sérias advertências. E uma delas é a responsabilidade que pesa sobre os ombros daqueles que se candidatam a ensinar. Muitos se esquecem de que estão exercendo grande influência sobre as mentes infantis que lhes são confiadas por pais desejosos de formar cidadãos nobres.

Talvez pensando mais no salário do que na nobreza da profissão, alguns tratam os pequenos como se fossem culpados por terem que passar longas horas numa sala de aula. Mais grave ainda, é quando se arvoram a dar aulas de religião e agridem as mentes infantis com a arrogância de que são donos da verdade semeando no coração da criança as sementes do cepticismo.

Quem aceita a abençoada missão de ensinar, deve especializar-se nessa arte de formar os caracteres dos seus educandos, muito mais do que adestrar-se em passar informações pura e simplesmente. É preciso que aqueles que se dizem professores tenham consciência de que cada criatura que passa por uma sala de aula, levará consigo para sempre, as marcas indeléveis de suas lições. Sejam elas nobres ou não.

É imprescindível que os educadores sejam realmente mestres no verdadeiro sentido do termo. Que ensinem com sabedoria, entusiasmo e alegria. Que exemplifiquem a confiança, a paz, a amizade, o companheirismo e o respeito. E aquele que toma sobre si a elevada missão de ensinar religião, deverá estar revestido de verdadeira humildade e da mais pura fraternidade, a fim de colocar Deus acima de qualquer bandeira religiosa.

Deverá religar a criatura ao seu Criador, independente da religião que esta professe, sem personalismo e sem o sectarismo deprimente, que infelicita os seres e os afasta de Deus.

Por fim, todo professor deverá ter sempre em mente que a sua profissão é uma das mais nobres, porque é a grande responsável por iluminar consciências e formar cidadãos de bem.

Mestre verdadeiro é aquele que ajuda a esculpir nas almas as mais belas lições de sabedoria.


Verdadeiro professor é aquele que toma das mãos do homem, ainda criança, e o conduz pela estrada segura da honestidade e da honradez. O verdadeiro mestre é aquele que segue à frente, sinalizando a estrada com os próprios passos, com o exemplo do otimismo e da esperança.

21 outubro 2008

A paz...




A senhora Ann Grace, moradora de uma pequena cidade Norte Americana conta que durante muitos anos costumava ver os meninos da vizinhança a brincar de soldado e bandido.

Brincar de guerra, como muitos garotos costumam fazer nos dias de hoje. Ela teve a oportunidade de ver aquela geração crescer e ir para a Guerra. E as vozes e gritos de comando, que antes eram de brincadeira, tornaram-se para eles uma sangrenta realidade.

Agora o "você está ferido! Renda-se!" Era para valer.

Mas, certo dia, quando alguns garotos invadiram o seu jardim perseguindo outros, com suas metralhadoras de imitação, a Sra. Ann Grace, já com 68 anos de idade, chamou-os para junto de si. E quando todos os meninos se reuniram ao seu redor, ela falou-lhes da guerra, dos armamentos, da loucura de derramar sangue humano.

Exaltou, depois a paz e suas excelentes vantagens. Convenceu-os por fim, a abandonar as armas de brinquedo e servirem-se dos instrumentos desportivos e bolas que ela havia comprado para eles.

No dia seguinte fizeram uma proclamação assinada pela Sra. Ann e todos os garotos seus conhecidos. O documento dizia o seguinte:

"a paz começa na nossa rua. O mundo em que vivemos seria bem melhor sem armas e com mais justiça e amor."

E o pequeno pacto foi concluído por meio de uma fogueira feita com as armas e munições de brincadeira. Contemplando com satisfação o seu grupo de ex-soldados e bandidos, a venerada senhora exclamou mais uma vez: "a paz começa em nossa rua."

Parafraseando a Sra. Ann Grace, diría que a paz começa em nossa intimidade. Somente depois ela invade o lar, sai para as ruas, se espalha pela cidade e ganha o mundo.


A própria Sra. Grace foi um exemplo disso. Se ela não tivesse sentido na alma a necessidade da paz, não teria proposto o desarmamento aos garotos.
Nos dias actuais, se todos os adultos tomassem uma sábia decisão como a da Sra. Grace, certamente o futuro da humanidade mudaria o seu rumo. Mas para isso, é preciso entender que é loucura derramar sangue humano e compreender as excelentes vantagens de se viver em paz. E essa paz não é apenas a ausência de guerras, mas a paz no seu mais abrangente sentido.


Em nome da paz "espalhe amor onde quer que você vá".

Primeiro de tudo em seu próprio lar, aos seus filhos e demais familiares. Depois, ao seu vizinho de porta e aos outros moradores da sua rua. Não deixe ninguém vir até si sem partir melhor ou mais feliz com a paz que você lhe emprestou.

Seja a expressão viva da bondade de Deus: bondade em sua face, em seus olhos, em seu sorriso, bondade em seu caloroso cumprimento.

Essa é uma óptima receita para se conquistar a paz efectiva.

20 outubro 2008

A telha de vidro




Nem sempre a vida segue o curso que se deseja, que se espera. Assim foi com Raquel.
Depois da morte de seus pais ela, ainda bem moça, deixou a cidade em que nascera para morar na quinta, com os tios que mal conhecia.
Iria morar na casa que havia sido construída por seu bisavô, há muito tempo.
Era uma casa muito antiga e a maior parte de seus móveis eram peças pesadas e escuras que ali estavam há mais tempo do que as pessoas saberiam dizer.
Seus tios eram pessoas simples, acostumados com a vida que sempre viveram, desconfiados com tudo que pudesse alterar a rotina que lhes dava segurança.
A chegada de Raquel representou para eles um certo transtorno. Onde ficaria instalada a menina?
Como não havia um quarto mais apropriado deram-lhe um quarto pequeno, que ficava no sótão.
Nem o tamanho reduzido, nem o cheiro a mofo incomodaram Raquel. O que lhe entristecia naquele quartinho abafado era apenas o facto de não ter janelas.
Não se podia ver o sol, nem o céu, nem as árvores do quintal ou as flores do jardim.
A luz limitava-se a entrar timidamente pela porta. A falta de claridade naquele quartinho parecia encher ainda mais de tristeza o coração dolorido da moça.
Até que um dia, depois de muito ter chorado em silêncio, Raquel decidida a voltar a sorrir, pediu que lhe trouxessem da cidade uma telha de vidro.
Um pouco desconfiados, seus tios acabaram cedendo.
Daí, um milagre aconteceu. Mesmo sem janelas o quarto de Raquel antes tão sombrio, passou a ser a peça mais alegre da quinta. Tão claro que ao meio-dia, aparecia uma renda de arabesco de sol nos ladrilhos vermelhos, que só a partir de então conheceram a luz do dia.
A lua branda e fria também se mostrava às vezes pelo clarão da telha milagrosa. E algumas estrelas audaciosas arriscaram surgir no espelho onde a moça se penteava.
O quartinho que era feio e sem vida, fazendo os dias de Raquel cinzentos, frios, sem luar e sem clarão agora estava tão diferente. Passou a ser cheio de claridade, luzes e brilho. Raquel voltou a sorrir. Toda essa mudança só porque um dia ela, insatisfeita com a própria tristeza, decidiu colocar uma telha de vidro no telhado daquela casa antiga, trazendo para dentro da sua vida a luz e a alegria que faltavam.





Muitas vezes presos a hábitos antigos e em situações consolidadas, deixamos de lado verdades que nos fazem felizes. Deixamos que a ausência de janelas em nossa vida escureça nossas perspectivas, enchendo de sombras o nosso sorriso e o nosso quotidiano.
Vamos nos acomodando, aceitando estruturas que sempre foram assim e que ninguém pensou em alterar, ou que não se atreveu a tanto.
Mudanças e reformas são necessárias e sadias. Nem todas dão certo, ou surtem o efeito que desejaríamos porém, cabe-nos avaliar a realidade em que nos encontramos e traçar metas para buscar as melhorias pretendidas.
Não podemos esquecer porém, que em busca de nossos sonhos de felicidade não devemos simplesmente passar por cima do direito dos outros.
Nesse particular, cabe-nos lembrar a orientação sempre segura de Jesus, que devemos fazer aos outros aquilo que gostaríamos que nos fizessem.

Baseado no poema Telha de Vidro de Rachel de Queiroz

19 outubro 2008

Amor e justiça



Há séculos atrás havia uma tribo cujo chefe era tido como superior aos chefes de todas as demais tribos. Naquela época, a superioridade era medida pela força física. Assim, a tribo mais poderosa era a que tinha o chefe mais forte. Mas o chefe de que estamos a falar não tinha somente força física. Ele era também conhecido pela sua sabedoria.
Desejando que o povo vivesse em segurança, ele criou leis abrangendo todos os aspectos da vida tribal.
Eram leis severas que ele, como juiz imparcial, fazia cumprir com rigor.
Desta feita, problemas começaram acontecer na tribo. Alguém estava a cometer pequenos furtos.
O chefe reuniu a tribo e com tristeza no olhar, frisou que as leis tinham sido feitas para os proteger, para os ajudar.
Como todos tinham do que necessitavam para viver, não havia necessidade de ocorrerem furtos. Assim, ele estabeleceu que o responsável teria o castigo habitual aumentado de 10 para 20 chibatadas.
Os furtos entretanto continuaram.
Ele voltou a reunir o grupo e aumentou o castigo para 30 chibatadas. Mas os furtos não paravam.
-"Por favor", pediu o chefe. "estou suplicando. Para o bem de vocês, os furtos precisam parar. Eles estão causando sofrimento entre nós." E aumentou o castigo para 40 chibatadas.
Naquele dia, os que estavam próximos dele, viram que uma lágrima escorreu pela sua face, quando ele dispersou o grupo.
Finalmente, um homem veio dizer que tinha identificado o autor dos roubos. A notícia espalhou-se e todos se reuniram para ver quem era.
Um murmúrio de espanto percorreu a pequena multidão, quando a pessoa foi trazida por dois guardas.
A face do chefe empalideceu de susto e sofrimento. Era sua mãe. Uma senhora idosa e frágil.
"E agora?" Pensou o povo em voz alta.
Todos começaram a questionar-se se o chefe seria ainda assim, imparcial. Será que ele faria cumprir a lei? Seria o amor por sua mãe capaz de o impedir de cumprir o que ele mesmo estabelecera?
Notava-se a luta íntima do chefe que por fim, falou:
- Meu amado povo. Faço isto pela nossa segurança e pela nossa paz.. As 40 chibatadas devem ser aplicadas porque o sofrimento que este delito nos causou foi grande demais."
Acenou com a cabeça e os guardas fizeram sua mãe dar um passo em frente. Um deles retirou o manto dela, deixando à mostra as costas ossudas e arqueadas. O carrasco armado de chicote, aproximou-se e começou a desenrolar o seu instrumento de punição.
Nesse momento, o chefe deu um passo à frente. Retirou o seu manto e todos puderam ver seus ombros largos, bronzeados e firmes. Com muito carinho, ele passou os braços ao redor de sua querida mãe protegendo-a por inteiro, com o próprio corpo. Ele encostou o seu rosto ao da mãe e misturou as suas com as lágrimas dela. Murmurou-lhe algo ao ouvido e então, fez um sinal afirmativo para o encarregado.
O homem aproximou-se e desferiu nos ombros fortes e vigorosos do chefe da tribo uma chibatada, após outra, até completar exactamente 40.
Foi um momento inesquecível para toda a tribo que aprendeu, naquele dia, como se podem harmonizar com perfeição, o amor e a justiça.



O amor é vida, e a compaixão manifesta-lhe a grandeza e o significado. O amor tudo pode e tudo vence, encontrando soluções para as situações mais difíceis e controvertidas. Enfim, o amor existe com a finalidade exclusiva de tornar feliz quem o cultiva, enriquecendo aqueles aos quais se dirige.

16 outubro 2008

Ah essas mães...




Quando nos vem à mente uma figura de mãe, sempre surge acompanhada de um misto de divino e humano.
É muito rara a pessoa que não se comova diante da lembrança de sua mãe.
Meninos que abandonaram o lar por motivos variados e vivem nas ruas, quando evocam suas mães, uma onda de ternura invade-lhes o ser.
Por que será que as mães são essas criaturas tão especiais?
Talvez seja porque elas têm o dom da renúncia...
Uma mãe consegue abrir mão de seus interesses para atender esse serzinho indefeso e carente que carrega nos braços.
Mas as mães também têm outras características muito especiais. Um coração de mãe é compassivo.
A mãe sempre encontra um jeito de socorrer seu filho mesmo quando a vigilância do pai é intensa.
Ela alivia o castigo, esconde as traquinices, defende, protege, arruma uns trocos a mais.
Sim, uma mãe sempre tem algum dinheiro guardado mesmo convivendo com extrema necessidade, quando se trata de socorrer um filho.
Mães são excelentes guarda-costas. Estão sempre alerta para defender seu filho do coleguinha "terrorista", que quer puxar seu cabelo ou obrigá-lo a emprestar o seu brinquedo predilecto...
Quando a criança tem um pesadelo no meio da noite e o medo o apavora, é a mãe que corre para acudir.
As mães são um pouco fadas, pois um abraço seu cura qualquer sofrimento, e seu beijo é um santo remédio contra a dor...
Para os filhos, mesmo crescidos, a oração de mãe continua tendo o poder de remover qualquer dificuldade, resolver qualquer problema, afastar qualquer mal.
No entender dos filhos, as mães têm ligação directa com Deus, pois tudo o que elas pedem, Deus atende.
O respeito às mães perdura até nos lugares de onde a esperança fugiu.
Onde a polícia não entra, as mães têm livre acesso, ainda que seja para puxar a orelha do filho que se desviou do caminho recto. Até o filho bandido respeita sua mãe e reverencia-lhe a imagem quando ela já viajou para o outro lado da vida.
Existem mães que são verdadeiras escultoras. Sabem retirar da pedra bruta que lhe chega aos braços a mais perfeita escultura, trabalhando com o cinzel do amor e da ternura.
Ah, essas mães! Ao mesmo tempo que têm algo de fadas, também têm algo de "bruxas"... Elas adivinham coisas a respeito de seus filhos que eles desejam esconder de si mesmos. Sabem quando querem fugir dos compromissos, inventam desculpas e tentam enganar com suas falsas histórias... É que os filhos se esquecem de que viveram nove meses no ventre de suas mães e por isso elas os conhecem tão bem.
Ah, essas mães!
Mães são essas criaturas especiais que Deus dotou com um pouco de cada virtude para atender as criaturas não menos especiais, que são as crianças.
As mães adivinham que a sua missão é a mais importante da face da Terra, pois é em seus braços que Deus deposita Suas jóias, para que fiquem ainda mais brilhantes.
Talvez seja por essa razão que Deus dotou as mães com sensibilidade e valentia, coragem e resignação, renúncia e ousadia, afecto e firmeza.
Todas essas são forças para que cumpram a grande missão de ser mãe. E ser mãe significa ser co-criadora com Deus, e ter a oportunidade de construir um mundo melhor com essas pedras preciosas chamadas filhos...


Deus abençoe todas as mães!

Beijos



15 outubro 2008

Abraço de Deus



Uma avó conta que certo dia sua filha telefonou-lhe do pronto-socorro.
Sua neta, Robin, de apenas seis anos, tinha caído de um brinquedo no pátio da escola e havia ferido gravemente a boca.
A avó foi buscar as irmãs de Robin na escola e passou uma tarde agitada e muito tensa, cuidando das crianças, enquanto aguardava que a filha retornasse com a menina ferida.
Quando finalmente chegaram, as irmãs menores de Robin correram para os braços da mãe. Robin entrou silenciosa na casa e foi se sentar na grande poltrona da sala de estar.
O médico havia suturado a boca da menina com oito pontos internos e seis externos.
O rosto estava inchado, a fisionomia estava modificada e os fios dos cabelos compridos estavam colados com sangue seco.
A garotinha parecia frágil e desamparada. A avó aproximou-se dela com o máximo cuidado. Conhecia a neta, sempre tímida e reservada. " Desejas alguma coisa, querida?" perguntou.
Os olhos da menina fitaram a avó firmemente e ela respondeu: "quero um abraço."
À semelhança da menina machucada, muitas vezes desejamos que alguém nos tome nos braços e nos aninhe, de forma protectora.
Quando o coração está dilacerado pela injustiça, quando a alma está cheia de curativos para disfarçar as lesões afectivas, gostaríamos que alguém nos confortasse.
Quando dispomos de amores por perto, é natural que os busquemos e peçamos: abrace-me. Escute-me. Dê-me um pouco de carinho. Um chá de ternura.
Contudo, quando somos nós que sempre devemos confortar os outros, mais frágeis que nós mesmos, ou quando vivemos sós, não temos a quem pedir tal recurso salutar. Então, quando estivermos ansiosos por um abraço consolador nos nossos momentos de cansaço, de angústia e de confusão, pensemos em quem é o responsável maior por nós.
Quando não tivermos um amigo a quem telefonar para conversar, conversemos com nosso pai. Sirvamo-nos dos recursos extraordinários da oração e digamos tudo o que Ele, como omnisciente, já sabe, mas que nós desejamos contar para desabafar, aliviar a tensão interna.
Falemos das nossas incertezas e dos nossos dissabores, sobre as nossas decepções e nossos desacertos e nos permitamos sentir o envolvimento do seu abraço de pai amoroso e bom.
Não importa como O chamemos: Pai, Deus, Criador, Divindade. O importante é que abramos a nossa intimidade e nos permitamos ser acarinhados por Ele.
Ele sempre está pronto para abraçar Seus filhos sem impor condições. E se descobrirmos que faz muito tempo que não sentimos esse abraço divino, tenhamos a certeza de que faz muito tempo que não o pedimos.
Victor Hugo, poeta e romancista francês escreveu um dia: tenha coragem para lidar com as grandes tristezas da vida. E paciência para lidar com as pequenas. E, depois de ter cumprido laboriosamente sua tarefa diária, vá dormir em paz. Deus continua acordado.
Pensemos nisso. Deus está sempre acordado, e velando por nós.

14 outubro 2008

A arte de elogiar



Pesquisadores da universidade de Yale, nos Estados Unidos da América, realizaram um estudo com dez mil executivos Seniors para medir o poder da amizade na qualidade de vida dos americanos.
O resultado foi impressionante: ter amigos reduzia nada mais nada menos que 50% o risco de morte, sobretudo por doenças, num período de cinco anos.
Estas informações foram publicadas por um jornal recentemente e convidam-nos a pensar a respeito das amizades que cultivamos.
Muitos de nós temos facilidade para fazer novos amigos. Mas, nem sempre temos habilidade suficiente para manter essas amizades.
É que pelo grau de intimidade que os amigos vão adquirindo em nossas vidas, esquecemo-nos de os respeitar.
Assim, num dia difícil acreditamos que temos o direito de gritar com o amigo. Afinal com alguém devemos desabafar a raiva que nos domina. Porque estamos juntos muitas horas, justamente por sermos amigos, nos permitimos usar para com eles de olhares agressivos, de palavras rudes. Ou então, usamos os nossos amigos para a lamentação constante.
Todos os dias, em todos os momentos em que nos encontramos, seja para um lanche, um passeio, uma ida ao teatro ou ao cinema, lá estamos nós, usando os ouvidos dos nossos amigos como lixeira. É isso mesmo.
Despejando neles toda a lama da nossa amargura, das nossas queixas, das nossas reclamações.
Quase sempre, produto da nossa forma pessimista de ver a vida.
Sim, nossos amigos devem saber das dificuldades que nos alcançam para nos poderem ajudar. O que não quer dizer que devamos estragar todos os momentos de encontro, de troca de afectos com os nossos pedidos, a nossa tristeza.
Os amigos também têm suas dificuldades e para nos alegrar, procuram esquecê-las e vêm com a sua presença, colocar flores na nossa estrada árida.
Outras vezes, nos permitimos usar nossos amigos para brincadeiras tolas, até de mau gosto, acreditando que eles, por serem nossos amigos, devem suportar tudo. E quase sempre nos tornamos inconvenientes e os machucamos.
Por isso, a melhor fórmula para fazer e manter amigos é usar a gentileza, a simpatia, a doçura no trato com as pessoas. Lembremos que a amizade, como o amor, necessita ser alimentada como as plantas do nosso jardim.
Por isso a amizade necessita, para se manter da terra fofa da bondade, do sol do afecto, da chuva da generosidade, da brisa leve dos pequenos gestos de todos os dias.



Usa a cortesia nos teus movimentos e acções gerando simpatia e amizade. Podes começar no teu ambiente de trabalho.
Os que trabalham contigo merecem a tua consideração e o teu respeito. Torna-os teus amigos. Por isso, no trato com eles, usa as expressões: por favor, muito obrigado. Lembra-te de dizer bom dia com um sorriso, desejando de verdade que eles todos tenham um bom dia.
Observa e ajuda quanto puderes, gerando clima de simpatia. Sê amigo de todos e espalha o perfume da amizade por onde vás e onde estejas.

13 outubro 2008

As aparências enganam...



Num orfanato igual a tantos outros que existem por toda a parte, havia uma pobre órfã de oito anos de idade.

Era uma criança lamentavelmente sem encantos, de maneiras desagradáveis, evitada pelas outras, e francamente mal vista pelos professores. Por essa razão, a pobrezinha vivia no maior isolamento.

Ninguém para brincar, ninguém para conversar... Sem carinho, sem afecto, sem esperança... Sua única companheira era a solidão.

O director do orfanato aguardava ansioso uma desculpa legítima para livrar-se dela. E um dia apresentou-se, aparentemente, uma boa desculpa.

A companheira de quarto da menina informou que ela estava mantendo correspondência com alguém de fora do orfanato, o que era terminantemente proibido.

- Agora mesmo, disse a informante, ela escondeu um papel numa árvore.

O director e seu assistente mal puderam esconder a satisfação que a denúncia lhes causara.

- Vamos tirar isso a limpo agora mesmo, disse o superior. E, juntando-se ao assistente, pediu para que a testemunha do delito os acompanhasse a fim de lhes mostrar a prova do crime.

Dirigiram-se os três a passos rápidos, em direcção à árvore na qual estava colocada a mensagem.

De facto lá estava um papel delicadamente colocado entre os ramos.

O director desdobrou ansioso o bilhete, esperando encontrar ali a prova de que necessitava para livrar-se daquela criança tão desagradável aos seus olhos. Todavia, para seu desapontamento e remorso, no pedaço de papel um tanto amassado, pôde ler a seguinte mensagem:

"A qualquer pessoa que encontrar este papel: eu gosto de você."

Os três investigadores ficaram tão decepcionados quanto surpresos com o que leram. Decepcionados porque perderam a oportunidade de livrar-se da menina indesejável, e surpresos porque perceberam que ela era menos má do que eles próprios.




Quantos de nós costumamos julgar as pessoas pelas aparências embora saibamos que estas são enganadoras.

E o pior é que, se as aparências não nos agradam, marcamos a pessoa e nos prevenimos contra ela e suas atitudes.

Uma antiga e sábia oração dos índios Siuox, roga a Deus o auxílio para nunca julgar o próximo antes de ter andado sete dias com as suas sandálias. Isto quer dizer que, antes de criticar, julgar e condenar uma pessoa, devemos nos colocar no seu lugar e entender os seus sentimentos mais profundos.

Aqueles que talvez ela queira esconder de si mesma, para proteger-se dos sofrimentos que a sua lembrança lhe causaria.

12 outubro 2008

Olhar de amor...


Foi um choque para aquela jovem mãe quando recebeu o diagnóstico de cancro.

Sucederam-se os tratamentos e naquele dia, após o internamento, quando ela voltava para casa, sentiu-se muito triste.

Ela estava consciente da sua aparência. Estava sem cabelos por causa da radioterapia.

Sentia-se desencorajada. Seu marido continuaria a amá-la? E seu filho? Ele tinha apenas seis anos.

Quando chegou a casa, sentou-se na cozinha, pensando em como explicar ao seu filho porque estava tão feia.
Ele apareceu na porta e ficou olhando-a, curioso.

Quando ela iniciou o discurso que ensaiara para ajudá-lo a entender o que via, o menino aproximou-se e aconchegou-se no seu colo, quietinho, a cabeça recostada no seu peito.
Ela acariciou a cabecinha do filho e disse:

- " Vais ver como daqui a pouco o meu cabelo vai crescer e eu vou ficar melhor, como era antes".

O menininho levantou-se, olhou para ela pensativo. Depois, com a espontaneidade da sua infância, respondeu:

-"seu cabelo está diferente, mãe. Mas o seu coração está igualzinho."

A mãe não precisava esperar mais para melhorar. Com os olhos cheios de lágrimas, ela deu-se conta de que já estava muito melhor.



O essencial é invisível aos olhos, dizia o pequeno príncipe, no livro de Antoine de Saint Exupéry. Quem ama vê além da aparência física e é isto que ama: a essência.


prémios e miminhos ganhos