
Na obra de J.M. Barrie, O Admirável Crichton, o conde de Loam, sua família e vários amigos naufragaram e foram parar a uma ilha deserta.
Estes nobres eram "especialistas" em falar, jogar cartas e desprezar os pobres. Porém, não sabiam acender uma fogueira, limpar peixes ou até mesmo cozinhar - as habilidades necessárias para sobreviverem.
Abandonados numa ilha deserta, o que a familia do conde e seus amigos sabiam fazer era completamente inútil para a sua sobrevivência.
Não fosse o seu mordomo Crichton, e teriam todos morrido de fome. Ele era o único que sabia o que fazer para continuarem a viver.
Em vista desta grande inversão de valores, Crichton tornou-se o chefe do grupo. Ele ensinou ao conde, sua familia e seus amigos, as habilidades que precisavam e ordenou seus esforços para garantir sua sobrevivência até que fossem resgatados.
É sempre muito bom lembrar-mo-nos de que o nosso lugar na sociedade é relativo. Se estamos lá em cima, precisamos lembrar-nos de que podemos chegar lá abaixo num piscar de olhos. Se nos sentimos deprimidos, precisamos saber que na ordem de Deus estamos sempre entre "os primeiros".
Talvez nunca alcancemos a fama e o reconhecimento das pessoas que gostaríamos de ter nesta vida, mas Deus não nos chamou para sermos conhecidos e admirados. Ele nos chama para sermos fiéis a Ele em qualquer situação em que estivermos.
Quando somos fiéis, podemos ver mais claramente quando Ele nos promove e nos torna aceites pelos outros.


