10 setembro 2011

Tristeza...



Todos nós já sentimos tristeza, ela é um facto da vida.

Quem nunca sentiu o peito apertado, um nó na garganta, ou uma vontade de chorar... quem já não passou por isso? E por mais explicações que tenhamos a respeito, ou por mais que saibamos os motivos do que estamos a sentir, o que podemos fazer para melhorar?

Amigos, é impossível viver esta vida sem experimentar tristeza. A perda de um ente querido, o desapontamento de um sonho aniquilado, a dolorosa constatação de uma traição jamais sonhada...

O facto é que a vida nos apresenta inúmeras tristezas. Tristeza fere. É difícil. Porém, ela traz algo de bom. Tristeza traz-nos a constatação de que somos sensíveis para com as circunstâncias e para com as outras pessoas. Ainda que tremendamente dolorosa, consideremos a alternativa.

A Bíblia tem diversos relatos de pessoas que, em algum momento, passaram por tristezas. Jacó entristeceu-se ao perder sua esposa, Raquel (Génesis 48.7) e por não conseguir salvar seu filho José. Ana era triste por causa de sua esterilidade. A rainha Ester sentiu grande pesar em seu coração e derramou lágrimas de tristeza por causa da proposta para destruir seu povo (Ester 1.18) O Salmista experimentou a tristeza durante a opressão e as dificuldades (Salmos 13.2). Por fim, a maior de todas as tristezas suportadas por uma mulher foi a de Maria, a mãe do Senhor, ao ver a tortura e execução de seu filho.

Psicologicamente, a tristeza é aquele sentimento que traz angústia, desânimo, solidão. Em casos extremos ela nos presenteia com uma depressão terrível. Esse sentimento é oposto à felicidade, pois enquanto a felicidade é nutrida através de muito esforço, acção, adaptação e auto-imagem positiva, a tristeza penetra na alma quando mais se está fragilizado. A tristeza vem, na verdade junto com a certeza da nossa incapacidade de resolver um conflito.

Ficamos tristes quando um amor não dá certo, quando perdemos um espaço, quando perdemos alguém. Tristeza é perda. Não há tristeza que não venha colada com uma perda. E quanto maior a perda, maior a correlação com o tamanho da tristeza. A tristeza vem para nos lembrar que somos sujeitos incapazes de lidar com o mundo. É a reacção humana a um constrangimento inelutável, à incapacidade de aceitar um “não” do mundo. É a vontade de “sumir do mundo”. Ela vem para não nos deixar esquecer o tamanho da nossa pequenez frente às forças externas.

Queridos amigos, quero lembrar-vos que Deus é soberano e omnisciente. Ele sabe tudo àcerca de nossas vidas.

Olhem, vejam o que declara o Salmo 30:5 "O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã."

Compreendamos que o choro pode durar uma noite, mas a alegria vem quando amanhece.

A noite às vezes parece longa, mas quando termina, sempre virá a luz do amanhã.

Pensemos quantas vezes fomos derrubados no chão, mas sempre nos levantamos. Por mais escura que fosse a noite, o dia sempre brilhou para nós. A Graça de Deus nos protegeu e sustentou, manteve-nos seguros.

Há épocas, estágios na vida que temos que enfrentar.

A partir de hoje, ao levantar, olhemos o dia directamente nos olhos e digamos com toda a nossa força: "Este é o dia que o Senhor fez. Irei rejubilar-me e alegrar-me nele.



05 setembro 2011

Os amigos...



Todos nós temos algumas necessidades fundamentais que precisam ser satisfeitas. A primeira delas é termos consciência de que precisamos nos relacionar uns com os outros, de que não estamos sós e fazemos parte de uma comunidade. Em segundo lugar, precisamos nos consciencializar de que somos capazes de alcançar importantes objectivos e oferecer alguma contribuição àqueles que nos rodeiam.

Os amigos são vitais em nossa vida. Não podemos viver sem eles. A amizade melhora o nosso bem estar físico, mental e espiritual.

Bons relacionamentos contribuem para mantermos a saúde bem e ainda curam as depressões. Assim como os perfumes alegram a vida, a amizade sincera dá ânimo para vive. Provérbios 27.9.

Não possuir amizades de qualidade é ruim para a saúde, o ânimo, a produtividade e a longevidade de todos nós. Portanto, sempre invista em suas amizades. Elas contribuirão para sua própria felicidade. Os nossos amigos podem desempenhar alguns papéis em nossa vida que servirão de preciosa ajuda em nossa caminhada. O segredo é não querer que eles sejam perfeitos em todas as áreas. Afinal, nós também não somos

29 agosto 2011

Alegria...


Somos uma sementinha plantada por Deus para que a terra floresça e dê frutos.

Mas às vezes em tempo de seca é difícil continuar a crescer. E oprimidos, tornamo-nos poços de lamentações, apiedados da nossa sorte.

Caímos num buraco sem fundo e ficamos à espera que outros percebam o nosso sofrimento e nos estendam a mão.
Porém, é inútil ficar no nosso canto chorando o nosso destino e a nossa dor. Se não podemos ou não temos força suficiente para mudar uma situação, que a aceitemos para que possamos melhor viver com ela.
Mudemos a nossa vida, façamos uma vira volta, ou aceitemo-la com paz no coração!

É pesado, difícil conviver com pessoas que se lastimam o tempo todo e não movem um dedo para mudar. E enquanto essas choram e se lamentam, do lado de fora da janela a vida explode sem se importar.
O mundo não pára quando decidimos não mais caminhar; o mundo não chora quando choramos e não se alegra com a nossa felicidade. Quando nascemos o mundo já existia e provavelmente quando nos formos, continuará existindo. Somos nós os passantes.
Todos temos em nós a força e a capacidade de mudar alguma coisa. Mas nem todos conseguem dar o passo à frente. Daí o sentimento de pesar, de pequenez.

Daí a auto-piedade e ela não nos conduz a lugar nenhum, a não ser ainda mais fundo no poço ao qual nos atiramos. Ninguém nos exalta por que sente pena de nós e não crescemos diante dos outros por que temos dó de nós mesmos.
Por estranho que pareça, as pessoas podem até chegar aos que se sentem diminuídos e sofridos com o intuito de querer ajudar. Mas com o passar do tempo, se nada parece mudar, elas acabam se afastando. Ter pessoas negativas sempre por perto acaba influenciando a vida, da mesma forma como a alegria contagia. Voltamo-nos então, mais facilmente para aquilo que é bom, que pode melhorar nossa existência. E isso nada tem a ver com egoísmo das pessoas, mas com a busca de uma vida mais alegre e menos dolorosa.
Então, não esperemos pelos outros para mudar algo na nossa vida. Esperemos por nós! Não cobramos dos outros, cobramos de nós. Façamos algo de positivo!
Se queremos ter sempre pessoas à nossa volta, cantemos e riamos mais vezes.
As horas gastas em psicólogos podem ser trocadas de vez em quando por uma boa acção, uma visita a um asilo, a um hospital, a alguém que precisa de companhia. Quando a bondade sai dos nossos gestos, a paz entra no nosso corpo.

Sentir-se útil é uma excelente maneira de começar a sair do poço. E há tanta gente no mundo precisando que sejamos úteis!
Construamos sonhos, demos asas a eles. É importante que de vez em quando os pés toquem o chão, que conheçamos a dureza da vida, os nãos que nos decepcionam tanto, o sentimento de desejar, a estranha e deliciosa agonia de não se saber se se vai ou não chegar ao ponto final, mas a determinação de continuar apesar de tudo. Todo o mundo passa por isso, ninguém é excepção. Tudo isso é vida, faz parte dela.
Viver é mais que trabalhar, comer, dormir e acordar. Viver é tirar proveito dos momentos que nos são ofertados, é sentir prazer neles, é o suspiro que vem do âmago e que não sabemos explicar.

Viver é amar a própria vida do jeito que ela se oferece e se isso não nos satisfaz, ainda é possível colocar um colorido aqui ou lá de vez em quando se colocamos um pouco de boa vontade.
Os que vivem por viver morrem devagarinho. Os que aproveitam a vida dobram a durabilidade desta, multiplicam os bons momentos e os carregam até à velhice quando, saciados, retornam ao Pai.

prémios e miminhos ganhos