28 novembro 2011

Auto-exame


O auto-exame é sempre de grande importância.

Precisamos em todas as áreas da nossa vida, investigar, explorar, procurar, examinar e assim descobrir o que precisa ser melhorado.

Este auto-exame deve ser feito todos os dias com sinceridade e de boa vontade.

No livro de Provérbios, no capítulo 4:18 está escrito: “Mas a vereda dos justos é como a luz da alvorada que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito”.

A grande verdade é que não estamos sós na jornada da vida. Deus está connosco e nos ajudará a melhorar espiritualmente, emocionalmente, etc.

No salmo 139:23, 24 Davi fez a seguinte oração:
“Sonda-me, Ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me e conhece os meus pensamentos; vê se há em mim algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno”.



23 novembro 2011

Porque gritamos?



Um dia, um pensador indiano fez a seguinte pergunta aos seus discípulos:

"Porque é que as pessoas gritam quando estão aborrecidas?"

"Gritamos porque perdemos a calma", disse um deles.

"Mas, porquê gritar quando a outra pessoa está ao seu lado?" Questionou

novamente o pensador.

"Bem, gritamos porque desejamos que a outra pessoa nos ouça", respondeu outro discípulo.

E o mestre volta a perguntar:

"Então não é possível falar-lhe em voz baixa?" Várias outras respostas surgiram,

mas nenhuma convenceu o pensador.

Então ele esclareceu:

"Vocês sabem porque se grita com uma pessoa quando se está aborrecido?"

O facto é que, quando duas pessoas estão aborrecidas, os seus corações afastam-se muito.

Para cobrir esta distância precisam gritar para poderem escutar-se mutuamente. Quanto mais aborrecidas estiverem, mais forte terão que gritar para se ouvirem um ao outro, através da grande distância.

Por outro lado, o que sucede quando duas pessoas estão apaixonadas? Elas não gritam. Falam suavemente. E porquê? Porque os seus corações estão muito perto.

A distância entre elas é pequena. Às vezes os seus corações estão tão próximos, que nem falam, somente sussurram. E quando o amor é mais intenso, não necessitam sequer de sussurrar, apenas se olham, e basta. Os seus corações entendem-se. É isso que acontece quando duas pessoas que se amam estão próximas."

Por fim, o pensador conclui, disse:

"Quando vocês discutirem, não deixem que os vossos corações se afastem, não digam palavras que os distanciem mais, pois chegará um dia em que a distância será tanta que não mais encontrarão o caminho de volta".

Mahatma Gandhi

13 novembro 2011

Tristeza



Os que semeiam em lágrimas ceifarão com alegria, Aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará, sem dúvida, com alegria, trazendo consigo os seus molhos." Salmos 126.5,6

Todos nós já sentimos tristeza, ela é um facto da vida.

Quem nunca sentiu o peito apertado, um nó na garganta, ou uma vontade de chorar... quem já não passou por isso? E por mais explicações que tenhamos a respeito, ou por mais que saibamos os motivos do que estamos a sentir, o que podemos fazer para melhorar?

Amigos, é impossível viver esta vida sem experimentar tristeza. A perda de um ente querido, o desapontamento de um sonho aniquilado, a dolorosa constatação de uma traição jamais sonhada...

O facto é que a vida nos apresenta inúmeras tristezas. Tristeza fere. É difícil. Porém, ela traz algo de bom. Tristeza traz-nos a constatação de que somos sensíveis para com as circunstâncias e para com as outras pessoas. Ainda que tremendamente dolorosa, consideremos a alternativa.

A Bíblia tem diversos relatos de pessoas que, em algum momento, passaram por tristezas. Jacó entristeceu-se ao perder sua esposa, Raquel (Génesis 48.7) e por não conseguir salvar seu filho José. Ana era triste por causa de sua esterilidade. A rainha Ester sentiu grande pesar em seu coração e derramou lágrimas de tristeza por causa da proposta para destruir seu povo (Ester 1.18)

O Salmista experimentou a tristeza durante a opressão e as dificuldades (Salmos 13.2).

Por fim, a maior de todas as tristezas suportadas por uma mulher foi a de Maria, a mãe do Senhor, ao ver a tortura e execução de seu filho.

As Escrituras dizem que as tristezas do justo levam ao arrependimento e à vida (2 Cor 7.9). No entanto, Deus poupa seus filhos de muitas tristezas (Filip 2.27).

Psicologicamente, a tristeza é aquele sentimento que traz angústia, desânimo, solidão. Em casos extremos ela nos presenteia com uma depressão terrível. Esse sentimento é oposto à felicidade, pois enquanto a felicidade é nutrida através de muito esforço, acção, adaptação e auto-imagem positiva, a tristeza penetra na alma quando mais se está fragilizado. A tristeza vem, na verdade junto com a certeza da nossa incapacidade de resolver um conflito.

Ficamos tristes quando um amor não dá certo, quando perdemos um espaço, quando perdemos alguém. Tristeza é perda. Não há tristeza que não venha colada com uma perda. E quanto maior a perda, maior a correlação com o tamanho da tristeza. A tristeza vem para nos lembrar que somos sujeitos incapazes de lidar com o mundo. É a reacção humana a um constrangimento inelutável, à incapacidade de aceitar um “não” do mundo. É a vontade de “sumir do mundo”. Ela vem para não nos deixar esquecer o tamanho da nossa pequenez frente às forças externas.

Queridos amigos, quero lembrar-vos que Deus é soberano e omnisciente. Ele sabe tudo acerca de nossas vidas.

Ele sabe dos nossos fardos, dos nossos problemas, das nossas angustias e quer aliviar-nos dessas circunstancias aflitivas. Aprendamos pois a desenvolver a pratica de lançar os nossos fardos sobre o Senhor e de confiar incondicionalmente que Ele providenciará as soluções, ao invés de tentarmos fazer tudo sozinhos. Este é o factor fundamental para que possamos desfrutar de paz e segurança.

05 novembro 2011

Aos Teus olhos...



“... se parece mal aos teus olhos voltarei.” – Números 22:34

Uma bordadeira tecia um bordado bastante complicado quando de repente, percebeu que havia cometido um erro no início do trabalho.

Para olhos destreinados, o erro pareceria insignificante e ela poderia facilmente tê-lo camuflado, mas são situações assim que separam um profissional de um amador. Ela trabalhou cuidadosamente durante toda a noite desfazendo o trabalho, até chegar ao ponto em que havia errado, consertou o seu erro e começou tudo de novo.

Quando o anjo bloqueou a passagem de Balaão, o profeta disse: “Pequei e não percebi que você estava no meu caminho, para opor-se a mim... se parece mal aos teus olhos o que fiz, voltarei”.

Há momentos em que precisamos voltar atrás para consertar as coisas. Mas não é sempre que Deus envia anjos para nos dizer que estamos fora de curso; Ele fala através da Sua palavra, através de um amigo em quem você confia, ou através da sua consciência.

Um professor de escola bíblica disse: “Se o Espírito Santo revela que cometemos um erro, não adianta querermos seguir em frente sem antes voltarmos lá atrás...”. Às vezes, chegamos tão longe em nossa vida e acabamos descobrindo que os fios do nosso bordado não estão na posição que deveriam estar porque cometemos algum erro ao longo do caminho.

As sementes do pecado estão dando fruto. Fazemos um desses serviços a nós mesmos quando tentamos apenas fazer um breve e rápido ajuste de curso. Se quer realmente consertar a situação, pergunte ao Espírito Santo onde foi que o seu bordado desandou.

Marcus Aurelius disse: “Pessoas erram geralmente por terem deixado algo por fazer e não por terem feito alguma coisa”.

Se o Espírito Santo está lidando consigo por causa de algo que você deixou pela metade, pare agora mesmo, volte atrás e conserte. Não é fácil, mas Deus vai honrar a sua humildade e obediência.

17 outubro 2011

A missão



Era uma vez o jovem que recebeu do rei a tarefa de levar uma mensagem e alguns diamantes a um outro rei de uma terra distante.
Recebeu também o melhor cavalo do reino para leva-lo na jornada..
- Cuida do mais importante e cumprirás a missão! Disse o soberano ao se despedir.
Assim, o jovem preparou o seu alforje, escondeu a mensagem na bainha da calça e colocou as pedras numa bolsa de couro amarrada à cintura, sob as vestes.
Pela manhã bem cedo, sumiu no horizonte. E não pensava sequer em falhar.
Queria que todo o reino soubesse que era um nobre e valente rapaz, pronto para desposar uma princesa.
Aliás, esse era o seu sonho e parecia que a princesa correspondia às suas esperanças.
Para cumprir rapidamente sua tarefa, por vezes deixava a estrada e pegava atalhos que sacrificavam a sua montaria.
Assim, exigia o máximo do animal.
Quando parava numa estalagem, deixava o cavalo ao relento, não lhe aliviava da sela e nem da carga, tampouco se preocupava em dar-lhe de beber ou providenciar alguma ração.
- Assim meu jovem, acabas perdendo o animal, disse alguém.
- Não me importo, respondeu ele. Tenho dinheiro. Se este morrer, compro outro. Nenhuma falta fará!
Com o passar dos dias e sob tamanho esforço, o pobre animal não
suportando mais os maus tratos, caiu morto na estrada.
O jovem simplesmente o amaldiçoou e seguiu o caminho a pé.

Acontece que nessa parte do país havia poucas fazendas e eram muito distantes umas das outras.
Passadas algumas horas, ele deu-se conta da falta que lhe fazia o animal. Estava exausto e sedento.
Já havia deixado pelo caminho toda a tralha, com excepção das pedras, pois lembrava da recomendação do rei:
- Cuida do mais importante!
Seu passo tornou-se curto e lento.
As paragens, frequentes e longas.
Como sabia que poderia cair a qualquer momento e temendo ser assaltado, escondeu as pedras no salto de sua bota.
Mais tarde, caiu exausto no pó da estrada, onde ficou desacordado.
Para sua sorte, uma caravana de mercadores que seguia viagem para o seu reino, o encontrou e cuidou dele. Ao recobrar os sentidos, encontrou-se de volta em sua cidade.

Imediatamente foi ter com o rei para contar o que havia acontecido e com a maior desfaçatez, colocou toda a culpa do insucesso nas costas do cavalo "fraco e doente" que recebera.
- Porém majestade, conforme me recomendaste, "cuida do mais
importante", aqui estão as pedras que me confiaste.
Devolvo-as a ti. Não perdi uma sequer.
O rei as recebeu de suas mãos com tristeza e o despediu, mostrando completa frieza diante de seus argumentos.
Abatido, o jovem deixou o palácio arrasado.
Em casa, ao tirar a roupa suja, encontrou na bainha da calça a mensagem do rei, que dizia:
"Ao meu irmão, rei da terra do Norte!
O jovem que te envio é candidato a casar com minha filha.
Esta jornada é uma prova.
Dei a ele alguns diamantes e um bom cavalo.
Recomendei que cuidasse do mais importante.
Faz-me, portanto este grande favor e verifica o estado do cavalo.
Se o animal estiver forte e viçoso, saberei que o jovem aprecia a fidelidade e força de quem o auxilia na jornada.
Se porém, perder o animal e apenas guardar as pedras, não será um bom marido nem rei, pois terá olhos apenas para o tesouro do reino e não dará importância à rainha nem àqueles que o servem".


Comparo esta história com o homem que segue sua jornada, tão preocupado com seu exterior, isto é, seu corpo, que guarda como se fosse ouro, esquecendo de alimentar sua alma e espírito com o amor e com a Palavra de Deus.
Certamente não cumprirá a missão, já que não sabe guardar o que é mais importante

10 outubro 2011

Casa com vida!


Carlos Drumond de Andrade (1902-1987)


Casa arrumada é assim:

Um lugar organizado, limpo, com espaço livre para circulação e uma boa entrada de luz.
Mas casa para mim, tem que ser casa e não um centro cirúrgico, um cenário de novela.
Tem gente que gasta muito tempo limpando, esterilizando, ajeitando os móveis, “afofando” as almofadas...
Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e percebo logo:
Aqui tem vida...
Casa com vida para mim, é aquela em que os livros saem das prateleiras e os enfeites brincam de trocar de lugar.
Casa com vida tem fogão gasto pelo uso, pelo abuso das refeições fartas, que chamam todo mundo para a mesa da cozinha.
Sofá sem mancha?
Tapete sem fio puxado?
Mesa sem marca de copo?
Está na cara que é casa sem festa.
E se o piso não tem arranhão, é porque ali ninguém dança.
Casa com vida para mim, tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde.
Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda gillete, passaporte e vela de aniversário, tudo junto...
Casa com vida é aquela em que a gente entra e se sente bem-vinda.
A que está sempre pronta para os amigos, filhos...
Netos, os vizinhos...
E nos quartos, se possível, tem lençóis revirados por gente que brinca ou namora a qualquer hora do dia.
Casa com vida é aquela que a gente arruma para ficar com a cara da gente.


Arrume a sua casa todos os dias...
Mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo para viver nela...
E reconhecer nela o seu lugar
.

prémios e miminhos ganhos