11 setembro 2008

Ajuda ...




Aquela era uma noite como outra qualquer para aquele moço cego que voltava para casa pelo mesmo roteiro de sempre, desde há três anos.

Ele seguia tacteando com a sua bengala para identificar os acidentes do caminho, que eram seus pontos de referência, como todo deficiente visual.
Mas, naquela noite, uma mudança significativa havia acontecido no seu caminho: um pequeno arbusto, que lhe servia de ponto de referência e estava ali pela manhã, fora arrancado.
A rua estava deserta e ele não conseguia mais encontrar o rumo de casa. Andou por algum tempo, e percebeu que se havia afastado bastante da sua rota, pois verificou que estava numa ponte sobre o rio que separa a sua cidade da cidade vizinha.
Era preciso encontrar o caminho de volta.
Mas como, sem o auxílio da visão? Começou a tactear com a sua bengala, quando uma voz trémula de mulher lhe indagou:
- O senhor está com alguma dificuldade?
- Acho que me perdi, respondeu o rapaz.
- Foi o que pensei, comentou a mulher.
- Quer que o acompanhe a algum lugar?
O rapaz deu-lhe o endereço e ela, oferecendo-lhe o braço, conduziu-o até à porta de casa.
- Não sei como lhe agradecer, falou o moço.
- Eu é que lhe devo um sincero agradecimento, respondeu ela, já com voz firme.
- Não compreendo, retrucou o rapaz.
E a jovem senhora então explicou:
- Há uma semana meu marido abandonou-me. Eu estava naquela ponte para me suicidar, pois geralmente àquela hora está deserta. Aí encontrei o senhor tacteando sem rumo e mudei de ideia.
A mulher disse boa noite, agradeceu mais uma vez, e desapareceu na rua deserta.

Também em nossas vidas, talvez tenhamos passado por experiências semelhantes à das personagens desta história.




Quantas vezes já não sentimos vontade de sumir, de pôr um fim ao sofrimento que nos visita e um braço amigo nos sustentou antes da queda. Ou, quem sabe, já tenhamos nos sentido perdidos, sem rumo, sem esperança, e uma voz se fez ouvir e nos indicou uma saída.

Quem já não se sentiu numa situação assim, vivendo ora como o socorro que chega, ora como o socorrido?

Tudo isso nos dá a certeza de que nunca estamos sós.

Alguém invisível vela por nós e nos oferece um braço amigo nas horas de desespero. Ou, então, inspira-nos a oferecer nosso apoio a alguém que está à beira do abismo.

Pense nisso!

Você costuma olhar ao seu redor, no seu dia-a-dia?

Costuma prestar atenção naqueles que seguem consigo pelo mesmo caminho?
Se já tem o hábito e a sensibilidade de se importar com os seus semelhantes, talvez tenha sido um anjo desses a alguém em desespero. E se ainda não havia pensado nisso, pense agora. E comece a ser um braço amigo sempre disposto a conduzir alguém com segurança.

Deus vos abençoe amigos queridos!



5 comentários:

SuEli disse...

Boa Noite, Anita
São as almas que Deus une para a ajuda mútua.
Como é maravilhoso poder ser testemunha de momentos assim.
Feliz de quem aproveita cada encontro "casual", pois nada acontece por um acaso.
Uma abençoada noite para vocês e um lindo amanhecer.
Fiquem com Deus,
Beijos,

Andreia do Flautim disse...

Eles estar perdido foi a salvação da mulher!

Maria e Jorge disse...

Linda um optimo fim de semana

Estou hoje cá com uma soneira que mal consigo abrir os olhos.

beijocas grandes

Maria

Ana Maria disse...

Quem não precisa de ajuda!!!
Obrigada amiga, por fazer parte do meu círculo de amizades.
Beijinhos!

Rosa disse...

É verdade, nunca estamos sós.
E como é bom sentir essa presença.
Saber que nos momentos mais difíceis, temos um braço, uma voz, um colo, uma mão...
Precisamos somente estar atentos e "pedir" querer essa ajuda.

Anita, bom fim de semana.

R.I.

prémios e miminhos ganhos