
A senhora Ann Grace, moradora de uma pequena cidade Norte Americana conta que durante muitos anos costumava ver os meninos da vizinhança a brincar de soldado e bandido.
Brincar de guerra, como muitos garotos costumam fazer nos dias de hoje. Ela teve a oportunidade de ver aquela geração crescer e ir para a Guerra. E as vozes e gritos de comando, que antes eram de brincadeira, tornaram-se para eles uma sangrenta realidade.
Agora o "você está ferido! Renda-se!" Era para valer.
Mas, certo dia, quando alguns garotos invadiram o seu jardim perseguindo outros, com suas metralhadoras de imitação, a Sra. Ann Grace, já com 68 anos de idade, chamou-os para junto de si. E quando todos os meninos se reuniram ao seu redor, ela falou-lhes da guerra, dos armamentos, da loucura de derramar sangue humano.
Exaltou, depois a paz e suas excelentes vantagens. Convenceu-os por fim, a abandonar as armas de brinquedo e servirem-se dos instrumentos desportivos e bolas que ela havia comprado para eles.
No dia seguinte fizeram uma proclamação assinada pela Sra. Ann e todos os garotos seus conhecidos. O documento dizia o seguinte:
"a paz começa na nossa rua. O mundo em que vivemos seria bem melhor sem armas e com mais justiça e amor."
E o pequeno pacto foi concluído por meio de uma fogueira feita com as armas e munições de brincadeira. Contemplando com satisfação o seu grupo de ex-soldados e bandidos, a venerada senhora exclamou mais uma vez: "a paz começa em nossa rua."
Parafraseando a Sra. Ann Grace, diría que a paz começa em nossa intimidade. Somente depois ela invade o lar, sai para as ruas, se espalha pela cidade e ganha o mundo.
A própria Sra. Grace foi um exemplo disso. Se ela não tivesse sentido na alma a necessidade da paz, não teria proposto o desarmamento aos garotos.
Nos dias actuais, se todos os adultos tomassem uma sábia decisão como a da Sra. Grace, certamente o futuro da humanidade mudaria o seu rumo. Mas para isso, é preciso entender que é loucura derramar sangue humano e compreender as excelentes vantagens de se viver em paz. E essa paz não é apenas a ausência de guerras, mas a paz no seu mais abrangente sentido.
Em nome da paz "espalhe amor onde quer que você vá".
Primeiro de tudo em seu próprio lar, aos seus filhos e demais familiares. Depois, ao seu vizinho de porta e aos outros moradores da sua rua. Não deixe ninguém vir até si sem partir melhor ou mais feliz com a paz que você lhe emprestou.
Seja a expressão viva da bondade de Deus: bondade em sua face, em seus olhos, em seu sorriso, bondade em seu caloroso cumprimento.
Essa é uma óptima receita para se conquistar a paz efectiva.