23 outubro 2008

Ensinar...



Um dia destes um garoto de oito anos contava à sua mãe as suas experiências na sala de aula. Comentava sobre cada professor, sua maneira de ser e de transmitir ensinamentos.

Dizia que gostava muito das aulas de uma determinada professora, embora não gostasse muito da matéria. Comentava ainda, que detestava ter que assistir às aulas da sua matéria preferida porque não gostava da professora.

Dizia com a franqueza que a inocência infantil permite:

-"a professora de História está sempre de mau humor. Ela grita com a gente por qualquer motivo e nunca sorri. Quando passa uma lição e algum aluno não faz exactamente como ela mandou, faz um escândalo. Todos os alunos têm medo dela. Já a professora de Português está sempre a sorrir. Brinca com a turma e só chama a atenção quando alguém está a atrapalhar a aula. Eu até fiz uma brincadeira com ela um dia destes, e ela riu muito."

Depois de o ouvir atentamente, a mãe perguntou-lhe:
- "e por que também não gostas das aulas de religião, filho?"
Ah falou o menino, o professor é grosseiro e cínico. Critica todos os alunos que têm crença diferente da dele e diz que estão errados sempre que não respondem o que ele quer ouvir. E antes de sair para ir brincar com os colegas, o garoto acrescentou:

- "agora eu sei que, por mais complicada que seja a matéria, o que faz a diferença mesmo, é o professor."

De uma conversa entre mãe e filho, aparentemente sem muita importância, podemos retirar sérias advertências. E uma delas é a responsabilidade que pesa sobre os ombros daqueles que se candidatam a ensinar. Muitos se esquecem de que estão exercendo grande influência sobre as mentes infantis que lhes são confiadas por pais desejosos de formar cidadãos nobres.

Talvez pensando mais no salário do que na nobreza da profissão, alguns tratam os pequenos como se fossem culpados por terem que passar longas horas numa sala de aula. Mais grave ainda, é quando se arvoram a dar aulas de religião e agridem as mentes infantis com a arrogância de que são donos da verdade semeando no coração da criança as sementes do cepticismo.

Quem aceita a abençoada missão de ensinar, deve especializar-se nessa arte de formar os caracteres dos seus educandos, muito mais do que adestrar-se em passar informações pura e simplesmente. É preciso que aqueles que se dizem professores tenham consciência de que cada criatura que passa por uma sala de aula, levará consigo para sempre, as marcas indeléveis de suas lições. Sejam elas nobres ou não.

É imprescindível que os educadores sejam realmente mestres no verdadeiro sentido do termo. Que ensinem com sabedoria, entusiasmo e alegria. Que exemplifiquem a confiança, a paz, a amizade, o companheirismo e o respeito. E aquele que toma sobre si a elevada missão de ensinar religião, deverá estar revestido de verdadeira humildade e da mais pura fraternidade, a fim de colocar Deus acima de qualquer bandeira religiosa.

Deverá religar a criatura ao seu Criador, independente da religião que esta professe, sem personalismo e sem o sectarismo deprimente, que infelicita os seres e os afasta de Deus.

Por fim, todo professor deverá ter sempre em mente que a sua profissão é uma das mais nobres, porque é a grande responsável por iluminar consciências e formar cidadãos de bem.

Mestre verdadeiro é aquele que ajuda a esculpir nas almas as mais belas lições de sabedoria.


Verdadeiro professor é aquele que toma das mãos do homem, ainda criança, e o conduz pela estrada segura da honestidade e da honradez. O verdadeiro mestre é aquele que segue à frente, sinalizando a estrada com os próprios passos, com o exemplo do otimismo e da esperança.

5 comentários:

gaivota disse...

é um ensinamento, e há que saber conduzir as crianças, desde bem pequeninas, para que a vida lhes seja sempre fiel e gratificante!
um dia feliz para ti, minha qmiga
beijinhos

SuEli disse...

Bom Dia, Anita

Mestre só existe um, por isso temos que nos tornar primeiro, para só então podermos ensinar, seja lá o que for.

A vida é mesmo assim, cada um tem o seu temperamento, seu gosto, suas implicâncias, enfim somos todos diferentes em algum ponto, para que não haja dois exatamente iguais.

Um abençoado dia para todos,
Fiquem com Deus,
Beijos,

Andreia do Flautim disse...

Realmente o professor faz muita diferença!

Quando eu dei aulas, cansava-me muito com os alunos, mas sentia que eles gostavam de mim. Nao queriam que eu fosse embora no final do ano, ficaram com saudades e ainda me escrevem mails=)

Pelos caminhos da vida. disse...

Bom dia amiga!

Volto mais tarde pra ler seu texto e comentar,vim aqui pedir pra vc ir lá no meu blog e ver o que aconteceu.

beijooo.

Pelos caminhos da vida. disse...

Obrigada pelo apoio amiga,ainda não sei o que houve, vou esperar minha nora chegar do trabalho a noite e pedir ajuda pra ela,o que sei é que qdo abri a minha pagina do orkut ele já estava assim.
Mas não vou desistir vou continuar.
Valeu!!

beijooo.

prémios e miminhos ganhos